Clínica Hepatogastro

Qual a maior preocupação do cirurgião após o Transplante de Fígado imediato?

Atualizado em 26/10/2021
Tempo de leitura: 2 min.
Por Dr. Glauco Perticarrari
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26/10/21

Existem cinco coisas que preocupam o cirurgião após um transplante. Confira!

O órgão está funcionando?

A primeira pergunta que o cirurgião faz: o órgão está funcionando? Isso porque existe um pequeno risco do órgão não estar funcionando de forma transitória ou permanente. O bom é que dá para administrar.

Em casos em que o órgão não está funcionando temporariamente, mas depois passa a funcionar, pode não causar complicações. Porém, quando o órgão não funciona permanentemente, o paciente volta para a fila de transplante e é colocado como prioridade a ganhar um novo órgão, se tornando o primeiro da fila.

As artérias e os vasos estão funcionando?

A hidráulica do fígado precisa estar funcionando de forma adequada, tanto o fluxo pela artéria e pela veia, quanto o fluxo da veia que tira o sangue do fígado. Entre esses três casos, a artéria é a principal e deve estar funcionando plenamente.

Caso aconteça alguma coisa com as hidráulicas e o fluxo não venha fluir da forma adequada, o paciente acaba tendo uma disfunção do fígado no pós-transplante e isso é bastante preocupante, mas pode ser tratada.

Tem alguma infecção?

A terceira coisa que preocupa são as infecções. Geralmente, os pacientes com cirrose já possuem deficiência na imunidade, o que eleva o risco de quadros infecciosos mais elevados.

Quando o paciente já realizou o transplante, está imunodeprimido porque recebeu um órgão adequado e está tomando medicações para evitar a rejeição, as infecções são ainda mais graves.

O canal da bile está funcionando?

A bile é produzida no sangue através do metabolismo das hemácias e depois levada para o fígado e eliminada pelo canal da bile. Para isso, o canal da bile precisa estar funcionando porque se tiver uma obstrução parcial ou total, poderá acarretar em complicações para o fígado.

Essa complicação é bastante comum no pós-transplante de fígado, acometendo 1 a cada 5 pacientes transplantados. O bom é que existe tratamento.

O paciente está bem no pós-operatório imediato?

É muito importante ficar em cima do paciente no pós-operatório.

No centro de transplante da Clínica Hepatogastro, além do médico plantonista, fica também um cirurgião para acompanhar o paciente transplantado. Eles avaliam de momento em momento o funcionamento do fígado, seja colhendo exames de sangue, observando os sinais vitais e analisando a quantidade de xixi.

Após ter certeza que o paciente está bem, o cirurgião poderá ir para a casa.

Sobre o(a) Autor(a)
O Dr. Glauco Perticarrari atua clinicamente como cirurgião do Aparelho Digestivo, com enfase em transplante hepático e cirurgia hepatobileopancreatica.

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Última atualização: 29/06/2022 às 16:28
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