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H. pylori: como é feito o diagnóstico e qual o tratamento?

A infecção por H. pylori é um problema bastante comum e que precisa ser diagnosticado para não trazer complicações. Veja como isso é feito e conheça o tratamento.

A H. pylori é uma bactéria que se instala no estômago e provoca sintomas como dor e desconforto abdominal. Seu diagnóstico pode ser feito por exames de fezes, teste respiratório e endoscopia, e o tratamento, à base de antibióticos e inibidores de bomba de próton.

a imagem mostra uma ilustração da bactéria H. pylori.

A H. pylori, ou Helicobacter pylori, é a principal causadora de gastrite e úlceras gástricas. Essa bactéria se instala na mucosa superficial do estômago desencadeando um processo inflamatório. Isso se dá porque ela produz amônia para se proteger contra a acidez estomacal e penetrar a camada da mucosa.

Por isso, sua presença no estômago provoca as complicações que citamos, podendo ser em todo o órgão ou apenas na parte inferior dele. De toda forma, a H. pylori pode aumentar o risco de desenvolver câncer de estômago.

A boa notícia é que ela pode ser diagnosticada e tratada. Nós preparamos este artigo para que você saiba como isso é feito. Continue lendo e veja:

Veja também: O que é Cirrose Hepática?​

Como é feito o diagnóstico da H. Pylori?

O especialista pode solicitar, por exemplo, um teste de antígeno fecal (coleta de fezes), que identifica a presença da bactéria na amostra colhida. Existe tambem um exame de sorologia (sangue) e um teste respiratório (onde se sopra em um saco plastico), para verificar a presença de carbono dióxido nas amostras expiratórias.

Outras técnicas também muito eficientes para fazer o diagnóstico da H. pylori são os exames endoscópicos, que permite visualizar todo o estômago e, se necessário, fazer uma biópsia; e o teste de uréase, que também faz análise de pequenos fragmentos da mucosa gástrica.

Quais problemas essa bactéria no estômago pode causar?

A infecção por H. pylori é bastante comum, e o risco de contrair essa bactéria aumenta conforme a idade avança. A estimativa é de que até os 60 anos de idade 50% das pessoas serão infectadas por essa bactéria.

O maior problema é que ela libera amônia para conseguir sobreviver ao ambiente ácido que é o estômago. Essa mesma substância provoca lesões na mucosa dele, com isso, se manifestam processos inflamatórios, levando a quadros de gastrite e úlcera péptica.

A H. pylori provoca as gastrites crônicas, e por causa das lesões estomacais, aumenta o risco de desenvolver câncer de estômago em longo prazo. Tudo isso porque essa bactéria provoca uma elevação na produção do ácido gástrico, afetando as defesas naturais da mucosa estomacal.

Como é feito o tratamento para H. pylori?

Uma vez diagnosticada a presença da H. pylori no estômago, o tratamento mais comumente adotado é o medicamentoso. São administradas substâncias antibióticas junto com inibidores da bomba de prótons, como:

  • lansoprazol;
  • omeprazol;
  • tetraciclina;
  • subsalicilato de bismuto;
  • amoxicilina;
  • metronidazol;
  • claritromicina.

O objetivo é conter a infecção eliminando a bactéria, ao mesmo tempo, controlar a produção do ácido estomacal para possibilitar a cicatrização das feridas que foram abertas, reduzindo o processo inflamatório.

O tratamento da H. pylori desencadeia efeitos colaterais ligados aos medicamentos administrados, podendo provocar desconfortos como:

  • dor de cabeça;
  • diarreia;
  • obstipação;
  • náuseas;
  • alterações do paladar;
  • escurecimento das fezes e da língua.

Tudo isso depende da sensibilidade do organismo da pessoa, bem como dos efeitos provocados pelas substâncias que foram adotadas para o tratamento.

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Última atualização: 04/08/2021 às 15:19
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