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Fibrose hepática: conheça os sinais de alerta e o tratamento

Por Equipe Hepatogastro09/05/2024
Tempo de leitura: 4 minutos
Por Equipe Hepatogastro
09/05/24
Sumário

A fibrose hepática é uma condição na qual o tecido cicatricial se acumula no fígado em resposta a lesões ou inflamação crônica. Esse processo gradual de cicatrização pode levar à perda progressiva da função hepática. 

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O fígado, o maior órgão interno do corpo humano, desempenha uma série de funções vitais, incluindo a metabolização de nutrientes, a produção de proteínas importantes e a desintoxicação do organismo. 

Quando a fibrose hepática compromete a estrutura do fígado, sua capacidade de executar essas funções essenciais é prejudicada, podendo resultar em complicações graves.

Neste artigo, vamos explorar a fibrose hepática, incluindo como se desenvolve, quais são as manifestações e os sinais de alerta dessa condição e como é realizado o tratamento. Leia até o final e saiba mais!

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Como a fibrose hepática se desenvolve?

A fibrose hepática se desenvolve como resultado de lesões crônicas no fígado, que desencadeiam um processo de cicatrização progressiva. 

Quando o fígado é exposto a danos repetidos, como inflamação causada por infecções virais, consumo excessivo de álcool, acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), hepatite crônica ou doenças hepáticas autoimunes, as células hepáticas (hepatócitos) respondem produzindo colágeno em excesso.

Com o tempo, esse acúmulo de colágeno leva à formação de tecido cicatricial, conhecido como fibrose hepática. À medida que a fibrose progride, o tecido cicatricial substitui gradualmente o tecido hepático saudável, interferindo na estrutura normal do fígado e comprometendo sua função. 

Se a causa subjacente dos danos ao fígado não for tratada, a fibrose hepática pode progredir para cirrose hepática, uma condição mais grave e irreversível caracterizada por um grande acúmulo de tecido cicatricial. 

Quais as manifestações e os sinais de alerta da fibrose hepática?

A fibrose hepática pode não apresentar sintomas evidentes em estágios iniciais, tornando-se aparente apenas quando a condição atinge estágios mais avançados. 

No entanto, à medida que a fibrose progride, podem surgir sintomas e sinais de alerta que indicam comprometimento da função hepática. Estes podem incluir fadiga persistente, fraqueza, perda de apetite, náuseas e perda de peso inexplicada.

Além disso, à medida que a fibrose se torna mais grave e se transforma em cirrose hepática, podem surgir sintomas adicionais, como icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), inchaço abdominal devido à acumulação de líquido (ascite), coceira na pele, facilidade de hematomas e sangramento, confusão mental (encefalopatia hepática) e tendência ao sangramento, como sangramento nasal frequente ou fezes escuras e com odor fétido (melena).

É importante estar atento a esses sinais e sintomas, especialmente em pessoas com fatores de risco para doenças hepáticas, como histórico de consumo excessivo de álcool, hepatite viral crônica, obesidade ou diabetes. 

O diagnóstico precoce da fibrose hepática é crucial para implementar medidas de tratamento e intervenção adequadas, reduzindo o risco de complicações graves, como insuficiência hepática ou câncer de fígado.

Portanto, qualquer sintoma ou sinal de alerta mencionado deve ser discutido com um profissional de saúde para avaliação e orientação adicionais.

Como é realizado o tratamento da fibrose hepática?

O tratamento da fibrose hepática visa principalmente interromper ou retardar a progressão da doença, reduzindo a inflamação e promovendo a regeneração do tecido hepático saudável. 

Em casos de fibrose hepática devido a causas específicas, como hepatite viral crônica, o tratamento visa tratar a causa subjacente. Isso pode envolver o uso de medicamentos antivirais para controlar a replicação viral e reduzir a inflamação hepática.

Além disso, é crucial adotar medidas de estilo de vida saudável, como abster-se do consumo excessivo de álcool, seguir uma dieta balanceada e praticar atividade física regular. 

Em alguns casos, podem ser prescritos medicamentos para reduzir a inflamação hepática e o acúmulo de tecido cicatricial, como corticosteroides ou agentes imunossupressores.

Em estágios avançados da doença, como cirrose hepática, podem ser necessárias intervenções mais invasivas, como transplante de fígado. Isso pode ser considerado em pacientes com cirrose hepática descompensada e deterioração da função hepática.

É importante ressaltar que o tratamento da fibrose hepática deve ser individualizado, levando em consideração a causa subjacente, a gravidade da doença e as condições de saúde do paciente. 

Portanto, é fundamental consultar um hepatologista ou gastroenterologista para avaliação e elaboração de um plano de tratamento adequado.

Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira | Hepatogastro

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Última atualização: 14/05/2024 às 12:29
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