Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
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CRM: 143673 SP
 

O que pode causar a cirrose biliar e qual o tratamento?

A cirrose biliar é uma doença hepática causada pelas condições do próprio organismo da pessoa. Como ela é decorrente de um problema autoimune não existe cura até o momento, mas podem ser adotados tratamentos para minimizar sintomas e evitar complicações.

A imagem mostra uma ilustração dos órgãos do corpo humano com o fígado em destaque.

Nem sempre as doenças que atingem o corpo humano são causadas por micro-organismos ou fatores externos. Existem casos em que se relacionam com as características do próprio organismo e o modo como ele funciona. É o que acontece na cirrose biliar.

Ela não está relacionada com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, como acontece com a cirrose alcoólica. No entanto, é um problema que também pode levar ao desenvolvimento de cirrose, daí a importância de realizar o tratamento adequado.

Como existem muitas dúvidas sobre esse assunto, preparamos este artigo para trazer informações sobre a cirrose biliar, suas causas e tratamento. Continue lendo e confira:

● O que causa a cirrose biliar?
● Como é feito o tratamento da cirrose biliar?
● Quais são as consequências de não tratar esse problema?

O que causa a cirrose biliar?

Quando se fala em cirrose essa doença hepática é muito associada ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. É verdade que essa é uma das suas principais causas, no entanto, nem sempre o consumo de álcool é o que provoca problemas para o fígado.

No caso da cirrose biliar, ou cirrose biliar primária, não são os hábitos da pessoa que prejudicam o funcionamento do órgão. Na verdade, essa doença hepática tem origens autoimunes, ou seja, trata-se de uma condição natural do organismo da pessoa.

Em casos de cirrose biliar o sistema imunológico apresenta um mau funcionamento, afetando os ductos biliares. Como consequência, a bile fica retida nas células do fígado causando uma inflamação crônica desse órgão.

Existem diversas doenças autoimune que podem estar associadas com a incidência da cirrose biliar. Entre elas podem ser citadas:

● síndrome de Sjogren;
● tireoidite de Hashimoto;
● miastenia gravis;
● artrite reumatoide;
● sarcoidose;
● polimiosite;
● doença de Reynaud;
● hepatite autoimune;
● glomerulonefrite.

Como é feito o tratamento da cirrose biliar?

Como acontece com outras doenças autoimunes, a cirrose biliar ainda não tem uma cura, afinal, essa condição é uma característica do sistema imunológico. Porém, existem tratamentos que ajudam a combater os sintomas e evitar complicações para o fígado.

A terapia medicamentosa tem o objetivo de melhorar os resultados dos exames laboratoriais, já que a cirrose biliar provoca, por exemplo, o aumento da Fosfatase Alcalina (FA) e da Gama Glutamil Transferase (GGT). Além disso, como explicamos, alivia os desconfortos causados por essa doença como icterícia ou amarelão e prurido ou coceira.

Muitos pacientes com cirrose biliar primária são assintomáticos, mas quando seus sinais se manifestam, eles se caracterizam por fraqueza, acúmulo de gordura nas pálpebras e prurido, que geralmente se manifesta durante a noite.

Quais são as consequências de não tratar esse problema?

A cirrose biliar é uma inflamação que provoca lesões no fígado, por isso, gradativamente os tecidos saudáveis desse órgão são substituídos por tecidos fibrosos. A fibrose, por sua vez, prejudica as funções hepáticas e lentamente leva a casos de cirrose.

É válido ressaltar que a cirrose é uma doença que não tem cura, e que quando em estágios mais avançados, leva à insuficiência hepática. Quando isso acontece é necessário recorrer ao transplante de fígado.

Por isso é tão importante diagnosticar corretamente a cirrose biliar, a fim de intervir antes que o sistema imunológico traga consequências severas para o funcionamento do fígado. Afinal, o objetivo do tratamento é prolongar ao máximo a manifestação da cirrose hepática.

É válido ressaltar que não existem medidas preventivas eficazes contra a cirrose biliar, já que ela provém do sistema imunológico. Sendo assim, pessoas em grupo de risco precisam fazer um acompanhamento constante com o médico e, quando indicado o tratamento, ele deve ser feito rigorosamente.

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