Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
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CRM: 143673 SP
Atualizado em 10/08/2020 Atualizado em 10/08/2020

O que é a retocolite ulcerativa e qual o tratamento para a doença?

Processos inflamatórios também podem ocorrer no intestino. Alguns destes processos apresentam características comuns e recebem o nome de Doença Inflamatória Intestinal (DII). A retocolite ulcerativa é uma dessas inflamações, e neste artigo falaremos um pouco mais sobre ela.

Continue lendo para entender o que é a retocolite ulcerativa, quais são os diferentes tipos dela, o que provoca essa inflamação no intestino e de que maneira é possível fazer o tratamento desse problema.

O que é retocolite ulcerativa?

A retocolite ou retocolite ulcerativa intestinal (RCUI),é uma inflamação que provoca ulcerações no intestino, mais precisamente no reto e no fim do intestino grosso, embora também possa se estender pelo restante dele.

Essa inflamação é uma doença crônica e não contagiosa. Ela afeta a camada mais superficial do intestino (a mucosa), e costuma se manifestar em indivíduos entre os 15 e 30 anos de idade, apesar de ocorrer em qualquer fase da vida.

Ela é diferente da doença de Crohn porque geralmente não afeta toda a espessura da parede intestinal e dificilmente se estende para o intestino delgado. Recebe classificações diferentes de acordo com a extensão do intestino afetada:

Proctosigmoidite: refere-se à inflamação que afeta o sigmoide, ou seja, a extremidade inferior do cólon e o reto. Seus sintomas são: dor abdominal, cólicas e diarreia com sangue.

Proctite ulcerativa: inflamação que se localiza no intestino reto, mais próximo do ânus, sendo um problema um pouco mais ameno, apesar de ter como sintoma o sangramento retal.

Pancolite: essa inflamação costuma afetar toda a extensão do cólon provocando sintomas um pouco mais intensos, como episódios severos de diarreia com sangue, fadiga, cólicas abdominais e perda de peso.

Colite do lado esquerdo: nesse tipo de retocolite a inflamação afeta o reto, o cólon sigmoide e descendente. Tem esse nome porque provoca dor do lado esquerdo do abdômen, cólicas abdominais, diarreia com sangue e perda de peso.

Colite ulcerativa severa aguda: essa é uma manifestação mais rara da inflamação e afeta toda a extensão do cólon. Provoca sintomas intensos, como dores, sangramento, febre, diarreia abundante e incapacidade de alimentação.

É válido ressaltar que quando a retocolite ulcerativa afeta a pessoas mais jovens ela costuma manifestar-se ainda mais grave. Além disso, recebe classificações conforme a intensidade, podendo, assim, ser leve, moderada ou grave.

Quais são as causas da retocolite ulcerativa?

Ainda não se sabe exatamente o que desencadeia a retocolite ulcerativa, entretanto, é possível que ela seja desencadeada por um distúrbio do sistema imunológico. Nesse caso, o organismo entende que o intestino é um órgão estranho, então, começa a combater as células da mucosa do reto e do cólon.

Essa resposta imunológica anormal desencadeia um combate persistente estimulando a inflamação e fazendo com que ela seja crônica. Mas o problema também pode estar relacionado à hereditariedade, pois o processo inflamatório ocorre em pessoas com histórico familiar dessa doença. Apesar disso, não é um fator determinante, porque mesmo pessoas sem esse histórico familiar desenvolvem a retocolite ulcerativa.

Como a retocolite ulcerativa é tratada?

A retocolite ulcerativa é uma doença de difícil cura, mas pode ser controlado para que a pessoa conviva com ele sem manifestar sintomas. Afinal, essa doença ocorre em episódios, sendo que algumas pessoas apresentam períodos de remissão que podem durar por vários anos, entretanto, há aquelas que convivem com a inflamação continuamente.

Por isso, o tratamento envolve medidas que ajudem a controlar a inflamação e melhorar a qualidade de vida do paciente. São receitados medicamentos para conter esse processo inflamatório e a maioria dos pacientes responde bem.

Em alguns casos há necessidade de interferir no sistema imunológico administrando imunossupressores potentes ou imunobiológicos. Ainda existe a possibilidade de fazer a cirurgia, principalmente em casos mais graves, quando não há uma boa resposta à medicação ou para pacientes com maior risco de desenvolver câncer.

Para que a retocolite ulcerativa possa ser devidamente controlada e, para tanto, é fundamental ter o suporte de um especialista. Sendo assim, em qualquer sinal de desconforto ou manifestação de sintomas, procure um médico.

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