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Dr. Rodrigo Rocco
Atualizado em 07/04/2021

 

Como tratar gordura no fígado?

Esteatose hepática, vulgarmente chamada como gordura no fígado, pode ser causada por inúmeros fatores.

Principais fatores de risco da gordura no fígado

Os principais estão relacionados com a presença de diabetes, ou seja, a resistência insulínica, que é quando o paciente possui maior dificuldade em metabolizar a glicose fazendo com que ele acumule algum colesterol dentro do fígado.

Outro fator de risco é o colesterol, ou seja, algumas doenças genéticas contribuem para o depósito do colesterol, podendo ser um colesterol hereditário.

Além dos citados acima, existem outros fatores, assim como a síndrome metabólica e o sedentarismo, que é uma situação endêmica no Brasil e no mundo inteiro. Isso contribui tanto para o depósito quanto para o efeito contrário do tratamento da gordura no fígado.

Gordura no fígado tem cura?

Claro que tem, mas é necessário mudar o estilo de vida do paciente. Isso porque a esteatose hepática ocorre quando o paciente está em fase de acomodação. Portanto, tirá-lo da zona de conforto é a principal medida.

E isso pode ser feito como? O doente terá que mudar o jeito de comer, o jeito de fazer exercício e o jeito de controlar as comobirdade caso ele venha ter, como obesidade, resistência insulínica, diabetes, entre outras.

Após identificar a gordura no fígado, é preciso avaliar se está tendo um quadro inflamatório porque apenas a presença de gordura é um sinal de alerta que precisamos mudar as coisas.

Caso o paciente esteja com um quadro de inflamação, que é o que chamamos de esteato-hepatite, o fígado poderá sofrer danos ao longo do tempo, entre 10 e 30 anos.

Mas lembre-se que nem todas as pessoas com inflamação no fígado terão danos graves.

Exames para diagnosticar os riscos da gordura no fígado

Existem alguns exames de sangue e de imagem que são usados para estratificar esse risco e dizer se aquele paciente tem mais ou menos risco de desenvolver lesões no fígado. Após isso, o paciente poderá começar a se cuidar para que isso não se torne um problema hepático.

Um dos exames mais simples e comuns de ser realizado para identificar e quantificar gordura no fígado é o método Elastografia Hepática Transitória, mais conhecido como FibroScan.

É um método bastante simples, parecido com ultrassom, e o resultado sai bem rápido. Além disso, ele consegue graduar não só o quanto de gordura o paciente tem naquele momento, mas também consegue fazer uma evolução ao longo do tempo para saber se a terapia está sendo eficaz ou não.

Isso tudo é muito importante para o médico ter dados mais reais e fazer um acompanhando adequado ao longo do tempo.

Antigamente não existiam esses métodos não invasivos e a fibrose só era diagnosticada através de biópsia do fígado, um método extremamente agressivo que acabou entrando em desuso. Não é uma contraindicação, mas é deixado para última situação.

Como eliminar gordura no fígado?

Ao longo do tempo, se o tratamento for feito corretamente, essa gordura é metabolizada e eliminada por completo do fígado. Se você não tiver nenhum grau de fibrose, é como se ela não tivesse ocorrido.

Portanto, fazer exercício físico e balancear uma dieta bem adequada são suficientes para retirar a gordura do fígado. Obviamente perder peso seria o ideal, mas não é uma regra, a não ser o paciente que já tenha um grau de fibrose. Nesse caso, é mandatória a redução de pelo menos 10% do peso para uma melhora da qualidade da fibrose hepática.

Se você tiver algum dos fatores de riscos citados acima, deixe um comentário para que possamos entender o perfil do público que nos assiste.

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