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Cirrose: o que você precisa saber sobre ela

Atualizado em 30/07/2021
Tempo de leitura: 4 min.

A cirrose é uma doença hepática que compromete o funcionamento do fígado. Consiste em uma condição irreversível que, aos poucos, leva à falência do órgão. Diversos fatores provocam a cirrose, mas os principais são as infecções e o consumo excessivo de álcool.

A Imagem Mostra Uma Ilustração Digital Do Fígado.
Cirrose: O Que Você Precisa Saber Sobre Ela 2

O fígado tem uma característica muito singular que não contempla outros órgãos. Ele é capaz de se regenerar mesmo depois de ter sofrido agressões, recuperando novamente o seu formato e tamanho originais. Entretanto, condições como a cirrose provocam danos irreversíveis para ele.

A cirrose hepática é uma doença silenciosa que gradativamente faz com que o fígado deixe de cumprir as suas funções, até ocorrer a falência desse órgão. Por isso, é importante buscar o máximo de informações sobre ela para saber como cuidar bem do seu fígado e quando é necessário buscar a ajuda de um especialista.

Neste artigo explicaremos tudo o que você precisa saber. Continue lendo para conferir:

O que é cirrose?

A cirrose hepática é uma doença provocada por agressões prolongadas ao fígado. Quando esse órgão sofre lesões de forma constante por muito tempo a cirrose se desenvolve gradativamente, conforme o fígado tenta se regenerar dessas agressões.

Nesse processo de regeneração, o fígado desenvolve tecidos cicatriciais dando origem a um processo de fibrose. Isso acontece porque esse processo de cicatrização provoca ainda mais lesões para o órgão, bloqueando o fluxo de sangue e de bile por ele. Assim, com o tempo o órgão endurece, sofre uma alteração de forma e deixa de funcionar como deveria.

Quais são as causas mais comuns da cirrose?

Nem sempre as causas da cirrose estão muito bem definidas. Em cerca de 10% dos casos não é encontrada uma causa específica, sendo que esses quadros são denominados como cirrose criptogênica. Entretanto, no Brasil e também no mundo a principal causa da cirrose hepática é a hepatite do tipo C.

De toda forma, ela também pode ocorrer em função das hepatites do tipo B e D e do consumo abusivo de álcool. O uso excessivo de alguns medicamentos ou drogas provocam o mesmo efeito, levando à fibrose do fígado.

As doenças genéticas metabólicas e de origem imunológica também podem provocar cirrose, como é o caso de:

  • hepatite autoimune;
  • polineuropatia amiloidótica familiar;
  • doença de Wilson;
  • deficiência de alfa 1-antitripsina.

Outras condições que favorecem a cirrose hepática são aquelas que se relacionam com a esteatose, ou seja, o acúmulo de gordura no fígado. Entre essas condições estão a obesidade, a má alimentação e o aumento do colesterol. O diabetes também causa essa doença.

Problemas nos vasos sanguíneos causam cirrose, como no caso da doença de Budd-Chiari. E ainda, ela pode ser decorrente das condições que afetam os ductos biliares ou formam cistos, como:

  • atresia biliar;
  • doença policística do fígado;
  • Caroli;
  • cirrose biliar primária e secundária;
  • Alagille;
  • colangite esclerosante.

Existem fatores de risco para cirrose?

Ainda persiste a crença de que o consumo abusivo de bebidas alcoólicas seria o único ou então o principal fator de risco para desenvolver cirrose hepática. É verdade que o álcool é um dos grandes causadores dessa doença, uma vez que a ingestão de mais de 50 gramas por dia por cerca de 10 anos ou um tempo maior oferece grande risco de lesão para o fígado.

Para fazer o cálculo na prática, uma taça de vinho, uma dose pequena de bebida destilada ou um copo de cerveja são equivalentes a 10 gramas de álcool. Assim, você pode calcular o seu próprio risco com base nessa referência.

Entretanto, existem diversos outros fatores de risco para desenvolver cirrose hepática. A seguir você confere alguns deles.

Faixa etária e sexo

A faixa etária de uma pessoa, assim como o seu sexo, pode oferecer mais chances de ter diferentes doenças que podem desencadear a cirrose. As mulheres, por exemplo, têm uma suscetibilidade maior para hepatite autoimune durante a juventude e meia idade. Já a cirrose biliar primária é mais comum em mulheres acima dos 40 anos.

Histórico familiar

Como algumas causas da cirrose hepática também são de origem genética, os casos podem acontecer com mais frequência nos membros da mesma família que apresentam problemas como:

  • hemocromatose;
  • doença de Wilson;
  • deficiência de alfa 1-antitripsina;
  • polineuropatia amiloidótica familiar.

Hábitos e estilo de vida

Hábitos, estilo de vida e até mesmo a profissão podem oferecer risco de desenvolvimento de doenças do fígado que, por sua vez, favorecem a cirrose hepática. É o caso de profissionais da saúde, pessoas com tatuagens antigas e usuários de drogas injetáveis.

Até mesmo aqueles que mantêm diversos parceiros sexuais estão mais suscetíveis ao problema. Isso, porque estão expostos a um risco aumentado de contrair hepatites virais transmitidas por meio do sexo.

O que fazer se estiver em um grupo de risco?

É importante entender que fatores de risco aumentam a suscetibilidade para ter cirrose hepática, mas não significa que de fato a pessoa vá desenvolver esse problema. Entretanto, é fundamental um cuidado maior porque a cirrose é uma doença que não tem cura.

Aqueles que estão em um grupo de risco precisam procurar um médico para fazer uma avaliação completa, além de exames, com o intuito de examinar esses fatores, analisar a saúde do fígado e definir qual é o melhor plano de ação para prevenir a cirrose, ou minimizar as chances de desenvolvimento dela.

Essa medida também é fundamental para que as doenças de base que favorecem a cirrose hepática recebam o devido tratamento. E ainda, se for percebida a existência da cirrose, já será dado início ao melhor tratamento para evitar a progressão do problema e manter as funções do fígado, realizando um acompanhamento muito próximo.

Cuide bem da saúde do seu fígado e do seu organismo de um modo geral porque a cirrose é um problema que não pode ser curado e, em casos graves, exige o transplante de fígado. Prevenir ainda é a melhor medida, e isso deve ser feito junto de um médico especialista para alcançar os melhores resultados para cada pessoa.

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Última atualização: 28/09/2021 às 09:15