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Transplante Hepático: como funciona o pós-operatório?

Por Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira25/05/2022
Tempo de leitura: 3 minutos
Por Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira
25/05/22
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Sabemos que algumas doenças como a esteatose e hepatite podem provocar danos irreversíveis ao fígado. E quando ele já não consegue desempenhar suas funções, uma das alternativas é o transplante hepático.

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Na maioria dos casos, o procedimento é bem-sucedido, porém, são necessários alguns cuidados no pós-operatório. Preparamos este artigo para explicar melhor como funciona esse processo. Acompanhe!

Quais são os cuidados pós-cirurgia?

Assim que o transplante hepático for finalizado, já devem começar os cuidados com a recuperação. Em geral, durante as primeiras horas, é necessário que o paciente fique internado na UTI por cerca de dois dias.

Na Unidade Intensiva, existem profissionais especializados para cuidar do transplantado de maneira exclusiva, acompanhando as funções vitais do indivíduo e o funcionamento do novo órgão.

Muitas vezes, os pacientes precisam de ajuda de aparelhos para que sua respiração e urina funcionem adequadamente, se necessário, são utilizados por pouco tempo. Ainda assim, podemos dizer que cada paciente é monitorado, fazem exames laboratoriais e recebem medicamentos para minimizar qualquer desconforto, prevenindo também a rejeição do novo órgão.

Quando falamos em rejeição, é importante lembrar que o organismo percebe o novo fígado como um "corpo estranho" e o sistema imunológico pode tentar expulsá-lo. Por isso, o ideal é administrar imunossupressores ao paciente.

Ainda nas primeiras horas, o jejum deve ser mantido e nesse período, os médicos poderão observar as condições clínicas do paciente e decidir o melhor momento para iniciar a dieta, inicialmente com líquidos e, posteriormente, alimentos leves.

Enquanto ainda estiver na UTI, pode ser necessário o uso de dispositivos para auxiliar nos cuidados e monitoramento iniciais, como a sonda na bexiga urinária, por exemplo.

Geralmente, a velocidade de recuperação do paciente transplantado, assim como o nível de riscos (maior ou menor), dependerá bastante das condições clínicas apresentadas antes do procedimento, assim como pela qualidade do fígado recebido e o modo como a cirurgia foi realizada.

Assim sendo, alguns pacientes tendem a se recuperar de maneira mais rápida e outros um pouco mais devagar. 

Ao deixar a UTI, o transplantado é levado para uma enfermaria, uma vez que ainda não está apto a voltar para casa. A internação dura cerca de dez dias, para monitorar adequadamente o indivíduo e ajustar os medicamentos para evitar a rejeição.

Com os riscos de complicações minimizados, o paciente recebe alta hospitalar, mas ainda precisará de acompanhamento médico para garantir que o novo fígado tenha um funcionamento adequado.

Recuperação após a alta

Assim que o paciente voltar para sua casa, os cuidados deverão continuar, principalmente com relação à higiene e proteção da saúde do mesmo, pois o sistema imunológico ainda não está fortalecido.

É preciso que os ambientes estejam sempre muito bem limpos e arejados. Também é recomendado, nos primeiros dias, o uso de máscara e se possível, evitar o contato com amigos e parentes.

De modo geral, é importante manter uma dieta rica em frutas, legumes, fibras e verduras, evitando alimentos como carne vermelha, sódio e gorduras. Além disso, é recomendado retirar gradativamente para atividades físicas leves, como caminhadas, mas nos primeiros meses deve-se evitar muitos esforços.

Esses são os cuidados pós-operatórios do transplante hepático. Seguindo essas recomendações, é possível ter uma vida normal após o procedimento.

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Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira | Hepatogastro

Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira

CRM: 174843 | RQE : 94248 - Cirurgia do aparelho digestivo
O Dr. Marcos Gouveia tem foco em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, além de procedimentos minimamente invasivos do estômago, intestino e de hérnias da parede abdominal.
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Última atualização: 23/05/2024 às 15:27
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