Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
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Atualizado em 10/08/2020

O que é Hepatite Fulminante?

Também conhecida como hepatite aguda grave ou falência hiperaguda do fígado, a hepatite fulminante é a condição de maior gravidade dentre as doenças do fígado, podendo levar a morte pelo menos metade dos pacientes.

Esta é uma doença em que o indivíduo previamente sadio, em um prazo de dias ou semanas, fica profundamente doente. Saiba mais!

 

Quais as causas?

As causas da hepatite fulminante podem ser doenças auto-imunes, hepatite A ou B e o uso de medicamentos como antibióticos, psicotrópicos, antidepressivos, remédios para diabetes, analgésicos como o Paracetamol e chás utilizados para o emagrecimento. Como esta doença não é causada por vírus ou bactérias, a hepatite fulminante não é contagiosa.

 

Sintomas

Os sintomas principais no início do quadro são exatamente iguais aos de uma hepatite comum: mal-estar, febre baixa, náuseas e dor na parte superior direita do abdômen.

O que difere da hepatite aguda comum é que sempre a urina fica escura (“cor de Coca-Cola”) e os olhos amarelos (icterícia). Além disso, num prazo de dias a poucas semanas, o paciente passa a ter perturbações do sono (trocando o dia pela noite) e eventualmente a voz fica empastada e o raciocínio lento.

 

Como é o diagnóstico da doença?

Por meio da história clínica do paciente e de exames físicos e laboratoriais, o médico pode fazer o diagnóstico da hepatite fulminante. A biópsia do fígado também pode ajudar a descobrir a gravidade do problema e, em algumas situações, o que ocasionou a doença no paciente.

 

Como tratar a doença?

Como a doença é grave e pode levar à morte em pouco tempo, é importante que o caso seja conduzido por um especialista, em centro e transplante de fígado.

O tratamento da hepatite aguda pode ser feito a partir de diversos recursos de terapia intensiva – podendo levar à cura mais da metade dos pacientes, caso seja adequadamente implementado.

 

O prognóstico é positivo?

A partir dos recursos atuais, os médicos conseguem salvar, em média, mais de 80% dos pacientes com essa grave doença. Por isso, é importante o diagnóstico precoce, para que haja uma chance de cura maior.

 

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