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Hepatites virais podem evoluir para um Câncer de Fígado?

Atualizado em 06/04/2022
Tempo de leitura: 3 min.
Por Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira
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06/04/22

O câncer de fígado também pode ser provocado por alguns tipos de hepatite, porém, sua relação ocorre com os tipos B, C e D da infecção. A malignidade pode acontecer mesmo quando o paciente não desenvolve cirrose.

Hepatites Virais Podem Evoluir Para Um Cancer De Figado Hepatogastro Bg
Hepatites Virais Podem Evoluir Para Um Câncer De Fígado? 2

A cirrose está entre as principais causas do câncer primário do fígado. Muitas vezes esse problema é causado pelo consumo abusivo de bebidas alcoólicas, principalmente no Brasil, mas os quadros de hepatite também causam essa alteração nas células hepáticas.

Sendo assim, alguns tipos de hepatite podem favorecer a formação do câncer hepático, e nem sempre o problema está relacionado com a cirrose, mas acontece devido às alterações e inflamações crônicas que o vírus provoca nas células.

Preparamos este artigo para explicar melhor quando a hepatite pode ser um risco para o desenvolvimento de câncer de fígado e também apresentar algumas formas de evitar que isso aconteça. Acompanhe!

Toda Hepatite viral pode causar Câncer de Fígado?

Na introdução do artigo já respondemos a pergunta do título: sim, as hepatites virais podem evoluir para o câncer de fígado. Mas é importante ressaltar que não são todos os tipos da doença que levam a essa complicação. 

O hepatocarcinoma, ou seja, o câncer de fígado, está relacionado com os tipos B, C e D da hepatite. Portanto, a infecção por esses vírus causa um risco aumentado de malignidade nas células hepáticas. 

É importante ressaltar que no caso do vírus causador da hepatite D a infecção apenas acontece se a pessoa já estiver infectada pelo vírus da Hepatite B. Logo, trata-se de uma infecção associada.

Por que as Hepatites virais podem causar Câncer?

Os vírus causadores das hepatites do tipo B, C e D podem favorecer os quadros de câncer de fígado por provocarem infecções crônicas nos hepatócitos. Eles parasitam as células e incorporam o seu DNA ao delas, causando mutações que levam à transformação celular para malignidade.

Além disso, existem casos em que os vírus das hepatites não são eliminados do tecido hepático. Eles permanecem no fígado, continuam se proliferando e provocando alterações genéticas nas células, o que facilita a evolução do quadro para o câncer hepático. 

Perceba que nesse caso o câncer de fígado nem sempre está relacionado com os quadros de cirrose. As hepatites B, C e D podem desencadear a malignidade nas células do fígado sem o desenvolvimento de tecido cicatricial e da fibrose.

Porém, não podemos esquecer que o câncer hepático tem maiores chances de se desenvolver quando a cirrose está presente, e as hepatites podem levar à ocorrência dela, aumentando ainda mais os riscos da doença maligna.

É possível Prevenir a doença?

A prevenção pode acontecer nos dois casos, tanto para os quadros de hepatite do tipo B, C e D quanto para a evolução dessa doença para o câncer de fígado. Como o câncer é provocado pela infecção, o ideal é evitar que a hepatite se instale.

Os tipos B, C e D têm a sua transmissão por fluidos corporais. O contato com sangue por meio de objetos cortantes ou perfurantes, o compartilhamento de seringas, aparelhos de barbear e alicates de unha, por exemplo, pode causar essas hepatites.

Isso também acontece em decorrência das relações sexuais sem proteção e da transmissão da mãe para o feto, seja durante a gestação, na hora do parto ou na amamentação. Logo, a prevenção das hepatites do tipo B, C e D acontece evitando o contato com sangue e fluidos corporais de outras pessoas. 

No caso das mulheres, é importante fazer o planejamento da gravidez e realizar todos os exames para conhecer as suas condições clínicas de antemão. Assim, a equipe médica estará preparada para oferecer assistência para ela e para o bebê, se necessário.

Em relação aos pacientes portadores das hepatites B, C e D, para prevenir o câncer hepático é preciso adotar terapias antivirais que ajudem a reduzir o risco da doença e da formação de cirrose.

É muito importante lembrar que a hepatite é uma doença silenciosa que dificulta o diagnóstico precoce por não manifestar sintomas. Então, o ideal é realizar exames periódicos quando se está em grupo de risco, e buscar ajuda médica caso aconteça algum contato com sangue e fluidos corporais de outros. 

Sobre o(a) Autor(a)
O Dr. Marcos Gouveia tem foco em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, além de procedimentos minimamente invasivos do estômago, intestino e de hérnias da parede abdominal.

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Última atualização: 24/05/2022 às 18:15
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