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Hepatite C: Como ela é transmitida e quais são os sintomas?

Saiba mais sobre a hepatite C, uma inflamação que afeta o fígado e exige atenção porque pode ter complicações sérias, como a cirrose e o câncer.
A imagem mostra uma representação do vírus da Hepatite C

A hepatite é um tipo de inflamação que afeta o fígado. Existem diferentes tipos dela, sendo classificada de acordo com o vírus que a ocasionou ou com os fatores que desencadearam esse processo inflamatório no órgão. Existem diferentes tipos de inflamação hepática, sendo que algumas são causadas pelo consumo de bebida alcoólica, por exemplo, por anomalias no sistema imunológico e por vírus.

Neste artigo falaremos especificamente sobre a hepatite do vírus C. Explicaremos como é feita a transmissão dessa doença e quais sintomas ela desencadeia para que você possa ficar em alerta e cuidar bem da sua saúde.

Continue lendo para aprender um pouco mais sobre essa esse problema preocupante e que acomete tantas pessoas ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil.

Formas de transmissão da hepatite C

A hepatite C é causada pelo vírus da hepatite C (VHC), cuja transmissão é feita diretamente de pessoa para pessoa pelo contato sexual ou por via perinatal (da mãe para o filho), seja durante a gestação ou no momento do parto. Assim, na hepatite C o contágio se dá pelo contato com secreções ou fluidos corporais, como aqueles produzidos pelos órgãos genitais e também o sangue.

Além disso, o compartilhamento de agulhas, seringas, instrumentos de tatuagem, colocação de piercing e aqueles utilizados por manicure e pedicure, podem transmitir o VHC. A preocupação maior se dá porque esse vírus pode sobreviver fora do corpo humano por até 4 dias.

Sintomas da Hepatite C

Uma característica da hepatite C é o fato de que na maioria dos casos essa inflamação começa de forma assintomática. Isso significa que o indivíduo não desenvolve qualquer manifestação do problema e convive com o vírus sem saber que é portador.

A evolução dessa inflamação é muito lenta, assim, é muito comum que o seu diagnóstico aconteça de forma tardia, quando o fígado já está muito afetado. Por isso, existe a tendência de os pacientes desenvolverem a forma crônica da doença.

Entretanto, algumas pessoas podem desenvolver uma forma aguda da hepatite C, antecedendo a sua forma crônica. Isso ajuda a identificar o problema porque, nesse caso, manifestam-se sintomas como:

  • mal estar;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • dor muscular;
  • cansaço excessivo;
  • perda de peso;
  • icterícia (pele amarelada).

Quando a inflamação já atingiu o estágios mais avançados, o indivíduo pode desenvolver sintomas da fase de cirrose, como confusão mental e ascite, também conhecida como barriga d'água. Mas nesse caso, geralmente somente após muitos anos do primeiro contato com o vírus.

A preocupação se dá porque a hepatite C não é uma doença inofensiva, embora em seu estágio inicial ela não desenvolva nenhum sintoma. Quando se torna grave, provoca lesões muito sérias para o fígado, aumentando o risco do desenvolvimento de cirrose, insuficiência hepática e também câncer.

Daí a importância de fazer um diagnóstico precoce da doença, e isso não é difícil, uma vez que existe um exame chamado anti-VHC que ajuda a identificar a presença do vírus no organismo. Esse exame é recomendado, principalmente, para as pessoas em grupos de risco, como aquelas que praticam o praticaram sexo desprotegido, pessoas tatuadas e usuários de droga.

No entanto, também pode acontecer de a doença ser diagnosticada durante outros exames. Nesse caso, a alteração é percebida pelo médico e, então, recomendado um exame específico para verificar se a suspeita é verdadeira e dar início a um tratamento.

Tratamento da hepatite C

Não existe vacina que ajude a fazer a prevenção da hepatite C, porém, essa inflamação é uma das poucas doenças crônicas que pode ser curada e, mesmo nos casos em que isso não é possível, são realizadas intervenções que ajudam a evitar a progressão da doença e as suas complicações.

A terapia consiste em combater o vírus por meio de medicamentos administrados por via injetável ou oral, o que depende do genótipo do vírus. As chances de cura hoje podem atingir até mais de 90% dos casos, um número muito alto para uma doença crônica.

Mas ainda que seja possível diagnosticar e tratar a hepatite C, o ideal é que ela seja prevenida. Isso é feito evitando o compartilhamento de objetos de higiene pessoal e que possam conter resíduos de sangue, bem como sempre usar preservativo nas relações sexuais. Caso você esteja em algum grupo de risco, solicite o exame anti-VHC para ter um diagnóstico preciso.

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Última atualização: 30/07/2021 às 17:44
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