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Hemocromatose: entenda o que pode causar a doença

Por Equipe Hepatogastro13/03/2024
Tempo de leitura: 3 minutos
Por Equipe Hepatogastro
13/03/24
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A hemocromatose é uma condição genética caracterizada pelo acúmulo excessivo de ferro no corpo, podendo levar a complicações graves. O tratamento envolve a remoção regular de sangue para reduzir os níveis de ferro. Saiba mais sobre essa doença e suas opções de tratamento.

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A hemocromatose é uma condição genética caracterizada pela absorção excessiva de ferro pelo organismo. O ferro desempenha um papel vital no transporte de oxigênio pelo sangue e na função metabólica, sendo essencial para diversas atividades celulares. 

No entanto, quando há excesso de ferro no corpo devido à hemocromatose, pode ocorrer deposição prejudicial desse mineral nos órgãos, como fígado, pâncreas e coração, levando a danos graves. 

Condições como a hemocromatose hereditária podem resultar de mutações genéticas que afetam a regulação da absorção e eliminação do ferro, destacando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

Neste artigo, vamos explorar o que é a hemocromatose, incluindo as possíveis causas e fatores de risco, quando suspeitar e como é realizado o tratamento. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas e fatores de risco para hemocromatose?

A hemocromatose é principalmente causada por mutações genéticas hereditárias que afetam a regulação da absorção de ferro pelo intestino delgado. 

A forma mais comum é a hemocromatose hereditária tipo 1, associada a mutações no gene HFE. Essas mutações levam a uma absorção excessiva de ferro dos alimentos, resultando em níveis elevados de ferro no sangue e nos tecidos.

Além das mutações genéticas, outros fatores de risco incluem histórico familiar de hemocromatose, uma vez que a condição é transmitida de forma autossômica recessiva. Isso significa que um indivíduo precisa herdar uma cópia do gene mutado de cada um dos pais para desenvolver a doença. 

A idade também pode ser um fator de risco, com a maioria dos casos diagnosticados entre os 40 e 60 anos de idade.

O consumo excessivo de álcool também pode contribuir para o piorar a intensidade da doença em algumas pessoas.

Quando suspeitar de hemocromatose?

A suspeita de hemocromatose pode surgir quando uma série de sintomas e sinais clínicos característicos são observados, juntamente com certos fatores de risco. 

Sintomas comuns incluem fadiga persistente, fraqueza, dor abdominal, dor em articulações, perda de libido, e mudanças na coloração da pele, como bronzeamento excessivo. Além disso, podem estar presentes complicações hepáticas, como hepatomegalia (aumento do fígado) ou cirrose.

Fatores de risco, como histórico familiar de hemocromatose ou doença hepática, também podem aumentar a suspeita da condição. Outros sinais que podem indicar hemocromatose incluem elevações inexplicáveis nos níveis de ferro sérico, ferritina sérica e saturação de transferrina.

Se houver uma combinação de sintomas clínicos sugestivos e fatores de risco, é importante procurar avaliação médica para investigação adicional. 

Testes laboratoriais específicos, como exames de sangue para avaliar os níveis de ferro e a genética molecular para detectar mutações genéticas relacionadas à hemocromatose, são essenciais para confirmar o diagnóstico. 

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações graves associadas à hemocromatose.

Como é realizado o tratamento da hemocromatose?

O tratamento da hemocromatose visa reduzir os níveis excessivos de ferro no organismo e prevenir complicações associadas à sobrecarga de ferro.

A flebotomia terapêutica, também conhecida como sangria, é o principal método utilizado para remover o excesso de ferro do corpo. Durante esse procedimento, o sangue é retirado regularmente, semelhante à doação de sangue, com o objetivo de reduzir os níveis de ferro sérico e ferritina.

Em casos mais graves ou quando a flebotomia não é adequada, pode ser prescrita a terapia de quelantes de ferro, medicamentos que se ligam ao ferro no sangue e o eliminam através da urina ou fezes. 

Além disso, o tratamento da hemocromatose pode envolver o manejo de complicações, como cirrose hepática, insuficiência cardíaca ou diabetes, que podem surgir devido à sobrecarga de ferro.

O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar os níveis de ferro e avaliar a eficácia do tratamento. Modificações na dieta, como evitar alimentos ricos em ferro e vitamina C, também podem ser recomendadas para pacientes com hemocromatose. 

O tratamento precoce e adequado pode ajudar a prevenir complicações graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira | Hepatogastro

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Última atualização: 14/05/2024 às 12:29
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