Clínica Hepatogastro

Hemangiomas Hepáticos

Atualizado em 14/07/2021
Tempo de leitura: 2 min.
Por Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
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15/03/17
Hemagiomas-Hepatogastro
Hemangiomas Hepáticos 2

Hemangiomas são tumores benignos do fígado, formados por vasos sanguíneos que se juntam de forma desorganizada.

Os hemangiomas hepáticos são mais comuns em mulheres jovens e segundo as estatísticas, acometem de 0,4 a 7% de toda população. Em cerca de 70% das vezes, eles podem ser múltiplos. O tamanho pode variar de alguns milímetros a vários centímetros, podendo ocupar todo o fígado e uma porção grande do abdômen. Hemangiomas gigantes são aqueles acima de 5cm de tamanho.

Hemangiomas nunca se transformam em câncer e de uma forma geral não sangram ou se rompem espontaneamente.

Quando surgem?

Os hemangiomas surgem durante a formação do embrião ainda na barriga da mãe, portanto, antes do nascimento.

Quais os sintomas?

Hemangiomas raramente apresentam sintomas. Pode haver dor abdominal, sensação de estômago cheio, náuseas e vômitos geralmente por hemangiomas gigantes localizados em posições especificas do fígado que apertam outros órgãos causando estes sintomas.

Em geral, médicos e pacientes associam os hemangiomas à má digestão, o que dificilmente pode ser provado.

Quais exames detectam hemangiomas com precisão?

Exames de imagens fornecem, com segurança, a comprovação diagnóstica.

Ultrassonografia é o exame inicial, e quando realizada com aparelho moderno e médico experiente é suficiente para comprovar o diagnóstico. Em casos duvidosos, tomográfica computadorizada ou, preferencialmente, ressonância magnética são os exames de escolha.

Como tratar?

Apenas uma minoria de casos de pacientes extremamente sintomáticos necessita de tratamento.

Para o tratamento dos hemangiomas hepáticos sintomáticos a principal opção terapêutica é a ressecção cirúrgica. Transplante, ligadura da arterial, embolização, radioterapia e corticoterapia são descritos, mas empregados raramente.

A cirurgias deve ser realizada por equipe experiente e nestes casos, apresenta baixos índices de complicação e de mortalidade. Nos casos onde existe indicação de cirurgia, este procedimento cura a doença.

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Sobre o(a) Autor(a)
O Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio é Mestre e Doutor em Cirurgia. Pós-doutorado e Fellow nos Estados Unidos. Especialista em Cirurgia Digestiva e Videocirurgia. Atua como cirurgião do aparelho digestivo, com ênfase em cirurgia de fígado, pâncreas e vias biliares.

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Última atualização: 29/06/2022 às 16:28
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