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Esôfago de Barrett: O que é mito e o que é verdade?

Atualizado em 12/08/2021
Tempo de leitura: 4 min.

O esôfago de Barrett é uma doença esofágica crônica que se caracteriza por alterações nos tecidos que revestem o esôfago. Com o retorno do ácido do estomago causado pelo doença do refluxo o revestimento interno do esofago, se tornando similares àqueles encontrados no intestino. É preciso tratar o esôfago de Barrett porque ele consiste em uma lesão pré-cancerosa.

A Imagem Mostra Uma Ilustração Dos Órgãos Do Corpo Humano Com O Esôfago Em Destaque.
Esôfago De Barrett: O Que É Mito E O Que É Verdade? 2

Existem casos em que o esôfago de Barrett perdura durante vários anos até receber tratamento. Outras pessoas convivem com essa condição durante toda a sua vida. Mas é preciso estar alerta porque esse problema esofágico pode trazer complicações sérias. 

Entender melhor a doença, seus sintomas, diagnóstico e tratamento faz toda a diferença para que você saiba o que é mito e o que é verdade sobre o esôfago de Barrett. Assim pode ter um cuidado melhor com a sua saúde e buscar ajuda médica no momento certo. 

Preparamos este artigo para apresentar algumas informações verdadeiras e outras que são consideradas como mitos ou inverdades. Continue lendo para que você se informe bem sobre o esôfago de Barrett, conhecendo essa doença esofágica mais a fundo.

Verdades sobre esôfago de Barrett

A doença do refluxo gastresofágico é a principal causa do esôfago de Barrett

As lesões que caracterizam o esôfago de Barrett se originam em função do contato recorrente dos tecidos do esôfago com o conteúdo estomacal, principalmente os ácidos produzidos pelo estômago. Por isso, a principal causa dessa doença esofágica é o refluxo gastroesofágico (DRGE). 

No refluxo, o conteúdo do estômago retorna para o esôfago sempre que a pessoa come alguma coisa. Como a mucosa do esôfago não tem a mesma proteção que as paredes estomacais, elas sofrem lesões constantes por causa do contato com os ácidos.

No esôfago de Barrett ocorre uma mutação nos tecidos

Como você viu no tópico anterior os tecidos do esôfago sofrem lesões por causa dos ácidos estomacais esses machucados constantes digamos assim provocam algumas mutações nas células fazendo com que ela se comporta hein De um modo diferente levando a formação de um tecido inadequado 

Conforme explicamos na introdução a característica do esôfago de Barrett é a formação de um tecido similar aquele encontrado no intestino logo a mutação é justamente essa a metaplasia intestinal

Adultos na meia idade são mais propensos ao esôfago de Barrett

Isso é verdade por que, como dito, o esôfago de Barrett é uma doença crônica que pode perdurar por vários anos ou uma vida inteira sendo assim sonhos as lesões esofagianas acontecem de uma forma lenta e gradativa.

Portanto, é mais comum que o diagnóstico desse problema aconteça em indivíduos entre 40 e 60 anos. Ele é obtido por meio da endoscopia digestiva alta, parta analisar os tecidos do esôfago.

O esôfago de Barrett é uma condição pré-cancerosa

Quanto mais agressões os tecidos esofagiano sofrerem mais grave se torna o quadro de esôfago de Barrett ocorrem mais mutações nas células e isso com o passar do tempo favorece a manifestação do Câncer chamado adenocarcinoma de esôfago. sendo assim essa doença é é uma condição pré cancerosas.

Mitos sobre esôfago de Barrett

Agora que você já reviu várias verdades sobre esôfago de Barrett confira algumas informações equivocadas sobre essa doença para não se confundir na hora de fazer suas pesquisas e se cuidar.

Todas as pessoas com esôfago de Barrett têm sintomas de refluxo

Sendo um tipo de inflamação esofágica, no esôfago de Barrett, os sintomas são parecidos com os do refluxo gastroesofágico. Assim, pessoas com esse quadro podem manifestar azia, queimação e dores no peito no entanto isso não acontece para todos os pacientes com esôfago de Barrett.

Existem aqueles que podem conviver com o esôfago de Barrett sem sintomas e sabem que a inflamação está presente ali, afinal as lesões são gradativas conforme explicamos e isso leva ao diagnóstico em idade madura sobre o qual também já falamos.

O esôfago de Barrett é igual para todos os pacientes

Apesar dê as características do esôfago de Barrett serem as mesmas para todas as pessoas com esse quadro a doença não é igual para todos os pacientes isso Por quê ela apresenta alguns estágios que estão relacionados com a presença ou não da displasia.

O primeiro estágio é a metaplasia intestinal sem displasia quando não há nenhuma alteração cancerosa nas células do esôfago. No segundo estágio temos a displasia de baixo grau quando existem sinais precoces de lesão pré-cancerosas. E, por fim, temos o estágio de displasia de alto grau considerado como o último para a manifestação do Câncer de esôfago

O câncer é uma consequência inevitável do esôfago de Barrett

Mesmo o esôfago de Barrett sendo uma lesão que favorece a manifestação do Câncer esofágico isso não significa que todas as pessoas com esse quadro terão a doença maligna existe uma chance 50 vezes maior de desenvolver o câncer mas nem todo quadro evolui para isso.

Quanto antes essa condição for diagnosticada recebendo o tratamento adequado é possível minimizar essas probabilidade de ter o câncer de esôfago inclusive é possível curar o esôfago de Barrett.

Somente a cirurgia trata o esôfago de Barrett

Uma vez que os quadros de esôfago de Barrett podem apresentar diferentes estágios, o tratamento varia conforme a necessidade de cada paciente, nem todos eles precisam se submeter ao procedimento cirúrgico quando ainda em estágio Inicial é possível apenas conter o refluxo gastroesofágico para evitar novas lesões 

Além disso, existem métodos endoscópicos, como ablação por radiofrequência, para paciente sob acompanhamento que evitam a progressão da displasia fazendo o controle dos tecidos que sofreram mutações assim sim é possível até mesmo erradicar o esôfago de Barrett sem o método cirúrgico

A melhor forma de lidar com esôfago de Barrett ainda é fazer a prevenção o ideal é que o refluxo sua principal causa seja identificado e tratado o quanto antes para evitar as lesões ao tecido do esôfago.

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Última atualização: 28/09/2021 às 09:15