Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
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Atualizado em 13/10/2020

Conheça os tipos de pancreatite e suas formas de tratamento

Existem dois tipos diferentes de pancreatite, a aguda, que acontece de repente, e a crônica, que evolui lentamente. A primeira pode ser revertida, mas a segunda não tem cura, embora possa ser acompanhada e controlada.

A imagem mostra uma mulher, do pescoço a cintura, com as mãos na barriga.

A pancreatite é um tipo de inflamação que afeta o pâncreas. Ela traz consequências muito negativas porque esse órgão participa do processo de digestão dos alimentos, fazendo a liberação de enzimas que se juntam à bile no intestino. Também tem a função de liberar hormônios, como a insulina.

Por isso ele é de extrema importância para o equilíbrio da saúde orgânica, e quando fica inflamado as enzimas que produz começam a atacar e lesionar os tecidos do próprio pâncreas. Essa inflamação é muito preocupante porque pode afetar outros órgãos vitais, como o coração, os rins e os pulmões.

Também pode ocorrer um quadro de hemorragia, que é fatal para o paciente. Como a pancreatite é um problema que exige grande atenção, preparamos este artigo a fim de apresentar os seus diferentes tipos e as formas de tratamento para cada um. Continue lendo e saiba mais sobre esse assunto.

Tipos de pancreatite

O processo inflamatório que atinge o pâncreas, ou seja, a pancreatite, pode se manifestar de duas formas diferentes, sendo a pancreatite aguda e a pancreatite crônica. A seguir explicamos as características desses dois quadros clínicos.

Pancreatite aguda

Nos quadros de pancreatite aguda a inflamação do pâncreas se manifesta de uma forma repentina. Não é uma condição que evolui gradativamente, mas que pode ser a consequência, por exemplo, de um consumo exagerado de bebidas alcoólicas num determinado momento.

Entretanto, a pancreatite aguda também é causada pela formação de cálculos biliares, as pedras que se formam na vesícula ou nos ductos. Existem ainda outros fatores que desencadeiam essa inflamação súbita, como:

  • traumas abdominais;
  • algumas substâncias medicamentosas;
  • infecções;
  • tumores pancreáticos;
  • alterações genéticas.

Pancreatite crônica

Diferente da forma aguda de pancreatite, a manifestação crônica é aquela que tem uma duração mais longa. A inflamação se perpetua e as lesões provocadas no pâncreas não podem ser revertidas. Elas interferem no funcionamento desse órgão fazendo com que ele aos poucos deixe de realizar suas funções.

Na maioria dos casos a pancreatite crônica é provocada pelo consumo excessivo e prolongado de bebidas alcoólicas, em especial quando esse hábito é associado ao tabagismo. Entretanto, também pode ser o resultado de problemas genéticos, como a pancreatite autoimune, pancreatite hereditária, fibrose cística, ou obstrução do ducto pancreático, embora essas causas sejam menos frequentes.

Tratamento da pancreatite

Ainda não existem medicamentos que sejam eficientes para conter a inflamação do pâncreas. Sendo assim, o tratamento da pancreatite é realizado por meio de outras medidas, que variam de acordo com o tipo que se manifestou, aguda ou crônica.

Tratamento da pancreatite aguda

O paciente com pancreatite aguda precisa ser tratado em ambiente hospitalar. É necessário ficar internado porque uma das abordagens é manter jejum total, recebendo hidratação por meio de soro intravenoso. O indivíduo deve permanecer em repouso para que inflamação regrida sozinha.

Isso acontece em 90% dos casos, mas os 10% restantes podem desenvolver a forma grave de pancreatite. Ocorrem lesões em órgãos vitais, então, é necessário ser atendido em uma unidade de terapia intensiva. Quando há necrose da glândula pode ser realizado uma cirurgia para retirada desse tecido necrosado.

Tratamento da pancreatite crônica

Na pancreatite aguda é possível reverter a inflamação possibilitando que o pâncreas se recupere, mas no caso da pancreatite crônica isso não acontece. Portanto, o tratamento é realizado com a administração de medicamentos que vão controlar a dor, e mantendo o repouso.

É indicado fazer algumas mudanças na alimentação, evitando gorduras e preferindo leguminosas, cereais, raízes e tubérculos.

Quando o organismo do paciente não consegue produzir as enzimas e há um impacto na digestão e absorção de nutrientes, ele precisa receber as enzimas pancreáticas por meio de medicamentos orais. Outros problemas associados, como o diabetes, requerem um tratamento específico.

A pancreatite, seja em sua forma aguda ou crônica, requer cuidados por causa dos danos que ela provoca ao pâncreas, e também pelo risco de agravar, ameaçando a vida da pessoa. Como muitas vezes é associada às bebidas alcoólicas, é fundamental principalmente manter um consumo moderado e uma alimentação mais saudável.

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