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Colelitíase: conheça as formas de tratamento e prevenção

Atualizado em 08/06/2022
Tempo de leitura: 3 min.
Por Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira
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08/06/22

A vesícula é o órgão responsável pelo armazenamento da bile produzida pelo fígado. Quando existe o acúmulo de colesterol ou bilirrubina ocorre a colelitíase, isto é, a presença de pedra na vesícula.

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Mas, quais seriam as formas de tratamento da colelitíase? Existem meios de prevenir? Preparamos este artigo para explicar um pouco melhor. Acompanhe!

Quais são os sintomas da Colelitíase?

Conforme dissemos, a presença de pedra na vesícula biliar recebe o nome de colelitíase, que ocorre quando a bile (responsável pelo processo de digestão dos alimentos), apresenta um desequilíbrio de concentração de seus componentes e, assim, as partículas de colesterol se acumulam, dando origem aos cálculos. 

Em muitos pacientes, a colelitíase não provoca sintomas, sendo considerada assintomática. Isto significa que a pessoa pode ter esses cálculos sem saber que estão ali e continuar vivendo normalmente. Por isso, é comum que a pessoa descubra essa patologia durante a realização de exames de rotina ou por outras queixas, por exemplo.

Porém, os cálculos podem provocar uma obstrução da vesícula ou das vias biliares e levar à complicações e gerar alguns sintomas, tais como:

  • Dor na parte central ou superior do abdômen, que pode irradiar para o lado direito;
  • Mal-estar;
  • Enjoo;
  • Vômito.

Esses sintomas tendem a se iniciar por volta de meia hora após qualquer refeição ou até mesmo de repente, durante a noite, variando a intensidade e durando por mais tempo. 

Vale lembrar que podem surgir, ainda, algumas outras complicações em decorrência da colelitíase, como:

Cólica biliar

Dor semelhante a uma cólica. Ocorre quando uma das pedras está presa na saída da vesícula e impede o fluxo da bile. Isso leva a distensão e esforço para que a pedra seja expelida. Nesse caso, a dor não melhora com analgésicos comuns e o paciente pode precisar de medicação endovenosa no pronto socorro. 

Colecistite aguda

Inflamação aguda da vesícula biliar, inicialmente pode ser confundida com a cólica biliar, no entanto a dor fica muito intensa e se torna refratária às medicações. Evolui com perda de apetite, náuseas, vômitos e pode ser acompanhada de febre.

Coledocolitíase

Ocorre quando uma pedra na vesícula biliar migra para o colédoco, principal canal responsável pela passagem da bile até o intestino, causando uma obstrução. Em casos como este, surgem sintomas como pele e olhos amarelados, o que chamamos de icterícia.

Pancreatite

A principal causa de pancreatite aguda é a migração do cálculo, obstruindo temporariamente o ducto pancreático. Isso faz com que as enzimas pancreáticas, úteis na digestão dos alimentos, gerem um importante processo inflamatório dentro do próprio pâncreas. Essa condição é potencialmente grave e acontece mais comumente com cálculos pequenos.

Como tratar a Colelitíase?

Os cálculos não são eliminados sozinhos, e a sua saída de dentro da vesícula pode levar às complicações já citadas, tornando-se um risco ao paciente. Os pacientes assintomáticos podem ser acompanhados com ultrassom, exames e avaliações periódicas, principalmente àqueles com alto risco para passar por um procedimento invasivo, como portadores de doenças graves e terminais.

No entanto, alguns indivíduos que apresentam colelitíase assintomática podem ter alto risco para complicações graves, como em portadores de imunidade baixa, diabetes e idosos. Além disso, algumas situações podem levar a um maior risco de neoplasia, como cálculos grandes ou vesículas de paredes espessadas, o que faz com que a cirurgia seja indicada precocemente. De qualquer forma, deve ser feita uma investigação dos médicos para saber se o procedimento será benéfico ou não.

A cirurgia é o tratamento mais eficaz para pacientes sintomáticos. O procedimento recebe o nome de colecistectomia, sendo realizado pelo meio convencional, ou seja, uma incisão na barriga do paciente ou via minimamente invasiva (por vídeo ou plataforma robótica), com a introdução de instrumentos em pequenas incisões, sendo menos invasiva e com menores chances de complicações.

Como prevenir a Colelitíase?

Para prevenir a colelitíase o primeiro passo é cuidar da alimentação. Isto significa que devem ser evitados ao máximo os alimentos gordurosos, frituras, embutidos, carnes gordas e salgadinhos.

O ideal é manter uma dieta rica em fibras, com cereais, aveia, legumes, entre outros. Esses alimentos contribuem para que o sistema digestivo funcione melhor.

O excesso de peso e de colesterol no sangue também devem ser acompanhados e reduzidos, pois são fatores que podem desencadear tal situação.

Você já teve colelitíase? Como foi o seu tratamento? Deixe um comentário abaixo!

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Sobre o(a) Autor(a)
O Dr. Marcos Gouveia tem foco em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, além de procedimentos minimamente invasivos do estômago, intestino e de hérnias da parede abdominal.

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Última atualização: 29/06/2022 às 16:28
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