Clínica Hepatogastro

Saiba quais são as consequências do Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado

Atualizado em 13/10/2021
Tempo de leitura: 2 min.
Por Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
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27/04/17
Supercrescimento-Bacteriano-Hepatogastro
Saiba Quais São As Consequências Do Supercrescimento Bacteriano Do Intestino Delgado 2

Os especialistas sabem da importância de seu papel das bactérias para manter nossa saúde digestiva. Temos centenas de tipos diferentes de bactérias e outros microrganismos em nosso intestino. A maioria encontra-se no cólon. Os efeitos da acidez gástrica e peristalse evitam que muitas dessas bactérias vivam no estômago e intestino delgado. No intestino, a presença de uma grande quantidade de bactérias gera desequilíbrio na flora microbiana, provocando o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SCBID).

Este fenômeno pode estar associado a fatores como: uso crônico de inibidor de bomba de prótons, doenças neuromusculares, diabetes mellitus, síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa; doença de Crohn) e intolerância à lactose. Pode, ainda, ser consequência de pós-operatório de cirurgias gastrointestinais e do uso prolongado de antibióticos.

Como prova de que a causa é multifatorial, estudos em pacientes com doenças crônicas como pancreatite crônica e cirrose demonstraram haver maior incidência de SCBID.

Sintomas

Relacionados à má absorção e produção de gases em excesso, os sintomas do SCBID são dor e inchaço abdominal, flatulência, ruídos peristálticos excessivos provocados pelo deslocamento de gases no abdome (borborigmo), diarreia, constipação, emagrecimento e anemia. Há pacientes com inchaço abdominal, flatulência e perda de peso. É possível que o SCBID provoque deficiências nutricionais de vitamina B12 e de vitaminas solúveis em gordura, como vitamina D.

Com objetivo de equilibrar a flora bacteriana e controlar os sintomas, antibióticos, probióticos e simbióticos são componentes do tratamento. Há um antibiótico não absorvível (rifaximina), que apresenta bons resultados, mas ainda não está amplamente disponível no Brasil. Alguns pacientes, raramente, necessitarão de cirurgia para corrigir causas subjacentes como divertículos jejunais ou estenoses cirúrgicas ou inflamatórias.

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Sobre o(a) Autor(a)
O Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio é Mestre e Doutor em Cirurgia. Pós-doutorado e Fellow nos Estados Unidos. Especialista em Cirurgia Digestiva e Videocirurgia. Atua como cirurgião do aparelho digestivo, com ênfase em cirurgia de fígado, pâncreas e vias biliares.

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Última atualização: 29/06/2022 às 16:28
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