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Saiba como é o tratamento cirúrgico das hérnias inguinais

Saiba mais a respeito da herniorrafia, o tratamento cirúrgico adotado para a correção de hérnias inguinais.

O principal tratamento para a hérnia inguinal é a cirurgia, chamada de herniorrafia. Existem diferentes técnicas para fazer a correção desse problema, mas a cirurgia laparoscópica é a mais comumente aplicada, por ser menos invasiva e muito eficiente.

A imagem mostra uma ilustração da hérnia inguinal.

As hérnias mais comuns são aquelas que se desenvolvem na região da virilha, chamadas de hérnias inguinais. Se formam em função de defeitos na parede abdominal, por isso, não podem ser tratadas por meio de medicamentos. A técnica adotada nesses casos é cirúrgica, chamada de herniorrafia.

O tratamento expectante pode ser adotado como opção à herniorrafia. Nesse caso, a intervenção é feita somente depois que sintomas ou complicações se manifestam. No entanto, proceder dessa forma oferece o risco de encarceramento da hérnia ou mesmo de estrangulamento.

Embora esses riscos sejam pequenos, muitos pacientes submetidos apenas à observação precisarão da herniorrafia no futuro. Portanto, esse é um tratamento importante para garantir a saúde e a qualidade de vida do paciente. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre ele. Continue lendo para conferir!

O que acontece no pré-operatório da herniorrafia?

Como toda cirurgia, existe uma preparação antes da realização da herniorrafia. O paciente será submetido a alguns exames e, tanto ele quanto seus familiares, serão orientados sobre como se preparar na véspera.

É importante esclarecer todas as dúvidas com o especialista antes de assinar o consentimento e a documentação para internação. Compreenda com clareza qualquer possível risco envolvido, restrições alimentares, quais atividades podem ser praticadas e quando é possível retornar à rotina normal. Assim você pode se planejar melhor para cuidar da sua saúde.

Em relação aos exames, eles podem variar de acordo com o perfil de cada paciente, considerando, por exemplo, sua idade, o sexo, histórico médico pessoal, histórico familiar e o uso de medicamentos. Todos esses exames serão avaliados pela equipe cirúrgica e anestésica antes do procedimento.

A consulta com o anestesista e outros especialistas pode ser programada também, com o objetivo de fazer uma investigação completa da saúde do paciente, para que não ocorra qualquer intercorrência no momento da cirurgia.

Geralmente é solicitada a realização de um jejum de 8 horas. Para os pacientes que usam medicamentos contínuos, haverá uma orientação específica sobre como proceder. Para os pacientes fumantes, o ideal é se abster do cigarro por no mínimo um mês antes da cirurgia, para evitar complicações e favorecer a recuperação.

O que acontece no dia da cirurgia?

No dia da cirurgia o paciente passa por uma preparação que envolve a análise dos seus documentos, o uso de vestimenta apropriada e o esclarecimento de novas dúvidas que possivelmente tenham surgido.

Em seguida, ele é medicado com um sedativo leve para minimizar o estresse e a ansiedade, tem como com analgésico. Depois, é encaminhado para uma sala reservada e, posteriormente, para o centro cirúrgico.

O tipo de anestesia aplicada pode variar entre a local, a raquidiana e a geral. Isso vai depender do tipo de herniorrafia que será realizada e também das condições de saúde do próprio paciente. A cirurgia é rápida, geralmente durando menos de uma hora.

Quais técnicas de herniorrafia existem?

A herniorrafia é uma técnica que remonta de quase 150 anos. No começo, as cirurgias apresentavam falha em cerca de 10%, o que acontecia por causa da tensão muito grande dos pontos que corrigiam o defeito herniário. Nesse caso, trata-se das técnicas de Halsted, Marcy, McVay, Bassini, Kirschner e Condon.

Entretanto, a técnica de Shouldice, aplicada por cirurgiões canadenses que se dedicavam exclusivamente ao tratamento de hérnia, apresentava melhores resultados. Em seguida dessa técnica, os europeus foram responsáveis por popularizar outras que utilizavam telas para fazer as correções nos tecidos.

Essas telas são confeccionadas em diferentes materiais industrializados, sendo feitas à base de poliéster, polipropileno ou PTFE. Elas são posicionadas no local onde existe o defeito do tecido para fazer a correção sem gerar tensão de pontos.

Evoluindo um pouco mais nas técnicas, foi possível reduzir os índices de falha para cerca de 1%. Isso, por meio da aplicação das técnicas de Lichtenstein, Gilbert, Rutkow-Robbins e Trabucco.

Apesar da eficiência na utilização das telas, havia o receio de que pudesse haver uma rejeição ou infecções. No entanto, em ambos os casos esses riscos são muito baixos, sendo respectivamente 0,01% e 0,6%.

Também foram desenvolvidas as técnicas Nyhus, Stoppa, Rives que, apesar dos seus bons resultados, não se tornaram tão populares quanto as anteriores. Quando foi desenvolvida a cirurgia laparoscópica, o cenário passou por uma grande mudança.

Hoje, a herniorrafia laparoscópica apresenta excelentes resultados e grande sucesso na correção do defeito herniário. Tem uma grande eficiência, assim como as técnicas que utilizam tela, sendo amplamente aplicada.

Quais são as vantagens na herniorrafia inguinal laparoscópica?

As técnicas laparoscópicas têm sido muito aplicadas atualmente em diferentes cirurgias porque dispensam a realização de grandes cortes. No caso da herniorrafia, esse também é um fator importante para optar por esse procedimento.

Existe o benefício estético de não deixar grandes cicatrizes, mas, principalmente, a recuperação do paciente acontece mais rápido por causa da menor invasividade em função de os cortes serem menores. O paciente tem um pós-operatório mais confortável, com menos dor, pode caminhar e retorna à alimentação normal em menos tempo, assim como à sua rotina.

Como a herniorrafia laparoscópica é feita?

De um modo geral, são necessários apenas três pequenos cortes com menos de 1 cm cada para realização da herniorrafia inguinal laparoscópica. Eles são realizados mais comumente ao redor do umbigo ou na parte inferior da barriga.

Por meio desses pequenos cortes, o cirurgião insere os instrumentos que serão utilizados durante a cirurgia. Também é injetado um gás especial na cavidade para criar espaço para os instrumentos. Além deles, é inserida uma micro câmera e um feixe de luz, a fim de transmitir as imagens do organismo para um monitor.

Todas as intervenções são realizadas pela observação por meio desse monitor. O defeito herniário é encontrado, removido e feita a correção dele para que a hérnia não se manifeste outra vez.

Depois de analisar se as intervenções foram um sucesso, o gás é removido juntamente com os instrumentos, e os pequenos cortes são fechados, seguido da limpeza da pele e a realização dos curativos. Então, o paciente é encaminhado à sala de recuperação.

O que esperar do pós-operatório da herniorrafia?

Depois de passado o efeito da anestesia, o paciente é encaminhado para o quarto. Poderá se sentar e também receberá uma dieta leve. A alta acontece em cerca de 24 horas ou até mesmo menos, o que varia dependendo de cada paciente.

Os banhos podem ser tomados livremente, mas é importante não levantar peso por algumas semanas. Logo que o paciente não sinta mais desconforto, ele poderá retomar as suas atividades cotidianas gradativamente.

Durante a primeira semana, poderão ser receitados medicamentos para evitar a dor e desconfortos. Geralmente, a maioria dos pacientes consegue voltar ao trabalho e também dirigir em cerca de uma semana após a cirurgia.

Os riscos envolvidos com a cirurgia de hérnia são muito pequenos, com complicações entre 3 e 5% dos casos. Quando aplicada a técnica adequada, são alcançados excelentes resultados, sem reincidência da hérnia. Mantendo um bom cuidado pós-operatório, o procedimento será um sucesso.

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Última atualização: 04/08/2021 às 15:19
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