Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
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Atualizado em 10/08/2020

O que consiste Doença Inflamatória Intestinal?

Doença inflamatória intestinal (DII) está relacionada a uma série de condições que envolvem inflamação do sistema digestivo, especialmente o intestino. Esta é a parte do corpo envolvida na digestão de alimentos, absorção de nutrientes e água e, por fim, na eliminação dos resíduos (conhecidos como fezes). Saiba mais sobre essa afecção em nosso post, confira!

 

Quais os principais sintomas?

Nas formas mais leves, a pessoa pode sentir dores abdominais e alteração do hábito intestinal como diarreia ou constipação. Nas formas mais graves, dores intensas, sangramentos retais, perda de peso repentina, cansaço ou fraqueza, aftas etc.

 

Qual é a causa da DII?

Não há uma explicação única para o desenvolvimento da DII. Uma das teorias mais aceitas diz que um processo possivelmente viral, bacteriano ou alérgico inicialmente inflama o intestino delgado ou grosso e, dependendo de predisposição genética, resulta no desenvolvimento de anticorpos que cronicamente “atacam” o intestino, levando à inflamação. Aproximadamente 10% dos pacientes com DII têm um familiar próximo (pai, filho, irmão) com a doença.

 

Como se diagnostica a Doença inflamatória intestinal?

O diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame médico, sendo complementado por outros exames, nos quais se podem incluir análises laboratoriais ao sangue e fezes, estudos radiológicos e exames endoscópicos que permitem recolher amostras de tecido para estudo mais detalhado.

É importante estudar todo o tubo digestivo de modo a avaliar a extensão e gravidade do quadro clínico. Uma vez que os sintomas da doença inflamatória intestinal são idênticos aos presentes noutras condições, é essencial que este diagnóstico seja rigoroso de modo a se optar pelo tratamento mais adequado.

 

Como se trata a Doença inflamatória intestinal?

O tratamento pode ser médico e/ou cirúrgico, dependendo do tipo de doença e da sua extensão. Esse tratamento deve ajudar a aliviar os sintomas e estimular a cicatrização das lesões intestinais. De um modo geral, esse tratamento evolui por etapas progressivas até se conseguir a resposta desejada.

Interessa, igualmente, conseguir interromper as crises inflamatórias e prevenir futuras recaídas, o que é atualmente mais viável através das novas terapêuticas biológicas e imunomoduladoras. O controle da inflamação permite, não apenas um importante alívio sintomático, como reduz a necessidade de cirurgia, de uso de medicamentos mais agressivos e de internamentos.

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