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Como tratar a Intoxicação Alimentar?

Por Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio07/07/2017
Tempo de leitura: 2 minutos
Por Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio
07/07/17
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A intoxicação alimentar é um fator comum que afeta milhões de pessoas em todo mundo. É causada devido à ingestão de comida contendo organismos nocivos como bactérias, toxinas, parasitas e vírus.

A intoxicação alimentar leve geralmente desaparece em poucos dias quando o corpo elimina os organismos que causam a doença. No entanto, é ideal buscar ajuda médica se os sintomas da intoxicação alimentar forem graves e persistirem.

A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, preparo, conservação e/ou armazenamento dos alimentos. A contaminação também acontece quando você não lava as mãos antes de tocar na comida.

Os principais tipos de agentes dividem-se em quatro grandes grupos: as bactérias, os parasitas, as toxinas e os vírus. As primeiras podem aparecer em ovos e derivados, peixe e carne (congelados e descongelados) ou mariscos. Os parasitas encontram-se, muitas vezes, presentes em águas contaminadas.

Já as toxinas são bactérias que não atuam por elas, mas produzem as próprias toxinas, tal como acontece no caso dos enlatados estragados (sardinhas ou atum) e produtos que ultrapassem o prazo de validade. Os vírus, que não crescem na água nem nos alimentos, podem ser apanhados como a gripe e instalam-se no corpo, provocando as chamadas gastroenterites virais.

Os sintomas normalmente começam abruptamente a partir de cerca de seis a oito horas após o alimento contaminado ser ingerido. A perda significativa de líquidos e eletrólitos pode causar fraqueza e pressão arterial extremamente baixa.

Os sintomas da intoxicação alimentar são bem parecidos com os de uma virose: indisposição, dor abdominal, flatulência, vômitos, distensão abdominal (barriga inchada) e diarreia. Às vezes, também pode haver febre.

Normalmente, os sintomas indicam claramente o diagnóstico de gastroenterite. Pode-se suspeitar de um diagnóstico mais específico de intoxicação alimentar por estafilococos, caso outras pessoas que consumiram o mesmo alimento forem afetadas de forma semelhante e se o distúrbio puder ser atribuído a uma única fonte de contaminação. Para confirmar o diagnóstico, a análise laboratorial deve identificar estafilococos no alimento suspeito, mas essa análise não é feita frequentemente.

A grande dificuldade da prevenção é o fato de os alimentos contaminados não apresentarem sinais da presença do micro-organismo. A prevenção das intoxicações alimentares está diretamente associada ao saneamento básico, aos cuidados no preparo dos alimentos e a medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro.

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Dr. Marcos Paulo Gouveia de Oliveira | Hepatogastro

Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio

CRM: 143673 | RQE : 58423 - Cirurgia do aparelho digestivo
O Dr. Paolo Rogério de Oliveira Salvalaggio é Mestre e Doutor em Cirurgia. Pós-doutorado e Fellow nos Estados Unidos. Especialista em Cirurgia Digestiva e Videocirurgia. Atua como cirurgião do aparelho digestivo, com ênfase em cirurgia de fígado, pâncreas e vias biliares.
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