A esofagite erosiva grau B apresenta lesões na mucosa do esôfago, geralmente relacionadas ao refluxo gastroesofágico. O tratamento busca cicatrizar as erosões, controlar os sintomas e evitar recorrências. Conheça os medicamentos utilizados e quando pode ser necessário realizar acompanhamento ou novos exames. Entenda mais sobre esse assunto!

A esofagite erosiva é uma inflamação do esôfago acompanhada de lesões visíveis na endoscopia, frequentemente causada pela doença do refluxo gastroesofágico. No grau B da classificação de Los Angeles, existem erosões maiores que 5 mm, mas que não se estendem continuamente entre duas pregas da mucosa.
Os graus A e B costumam representar formas mais leves a moderadas da doença, enquanto os graus C e D indicam quadros mais extensos e graves.
O tratamento busca cicatrizar as lesões, aliviar sintomas e reduzir recorrências, combinando medicamentos e mudanças comportamentais conforme cada caso. A adesão adequada influencia a resposta terapêutica.
Neste artigo, abordaremos como funciona o tratamento medicamentoso, quais mudanças de hábitos ajudam no controle e quando é necessário acompanhamento ou investigação adicional. Leia até o final e saiba mais!
O tratamento da esofagite erosiva grau B geralmente utiliza medicamentos capazes de reduzir a produção de ácido gástrico. Os inibidores da bomba de prótons, conhecidos como IBPs, são a principal opção para promover a cicatrização das erosões e controlar sintomas relacionados ao refluxo, como azia e regurgitação.
Entre os cuidados importantes durante o tratamento estão:
Quando administrados uma vez ao dia, os IBPs costumam ser orientados antes da primeira refeição. Em situações selecionadas, o médico pode ajustar a dose ou frequência conforme a resposta apresentada.
O tratamento inicial da esofagite erosiva costuma ser realizado por aproximadamente oito semanas, embora sua duração precise ser individualizada. Após esse período, a necessidade de manutenção depende da resposta, recorrência dos sintomas e características clínicas.
Antiácidos podem proporcionar alívio pontual da azia, mas não substituem o tratamento destinado à cicatrização da esofagite. A persistência dos sintomas apesar do uso correto exige reavaliação.
Além do tratamento medicamentoso, algumas mudanças de hábitos podem ajudar a reduzir episódios de refluxo e melhorar o controle dos sintomas. As recomendações devem considerar as características individuais, pois nem todos os alimentos ou comportamentos desencadeiam manifestações em todas as pessoas.
Entre as principais medidas estão:
Não é necessário eliminar indiscriminadamente diversos alimentos da dieta. Café, chocolate, bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos ou condimentados podem piorar sintomas em algumas pessoas, mas a tolerância varia. O mais adequado é identificar relações consistentes entre determinados alimentos e as manifestações apresentadas.
Para pacientes com sintomas noturnos, evitar deitar logo depois de comer e elevar adequadamente a cabeceira pode ser útil. Apenas utilizar travesseiros adicionais nem sempre produz o mesmo efeito, pois o objetivo é elevar a parte superior do tronco.
A redução de peso pode melhorar significativamente o refluxo em pessoas com excesso de peso. Da mesma forma, interromper o tabagismo proporciona benefícios adicionais à saúde.
Nem todo paciente com esofagite erosiva grau B precisa repetir automaticamente a endoscopia após o tratamento. A necessidade de novo exame depende do quadro clínico, resposta terapêutica, presença de sinais de alerta e achados observados no primeiro procedimento. O médico deve avaliar individualmente a indicação.
Algumas situações que justificam investigação adicional incluem:
Pacientes com sintomas que não melhoram apesar do uso correto de IBP podem necessitar de revisão do diagnóstico. Dependendo da situação, exames como nova endoscopia, monitorização do refluxo ou manometria esofágica podem ser considerados.
A repetição da endoscopia é especialmente recomendada após tratamento de formas mais graves de esofagite erosiva, como graus C e D, para documentar cicatrização e avaliar alterações que poderiam ter sido ocultadas pela inflamação. No grau B, essa necessidade depende de cada caso.
Após a melhora, o médico também deve avaliar a estratégia de manutenção. Alguns pacientes conseguem reduzir o tratamento, enquanto outros precisam continuar a supressão ácida para controlar recorrências.
O acompanhamento adequado permite ajustar medicamentos, investigar sintomas persistentes e identificar sinais de alerta, evitando tanto tratamentos prolongados desnecessários quanto a interrupção precoce da terapia.
Significa que a endoscopia identificou erosões na mucosa do esôfago maiores que 5 mm, sem continuidade entre duas pregas, geralmente associadas ao refluxo gastroesofágico.
O tratamento costuma utilizar inibidores da bomba de prótons (IBPs) para reduzir a acidez, cicatrizar as lesões e controlar os sintomas, seguindo a dose e o período prescritos pelo médico.
Evitar comer perto da hora de dormir, elevar a cabeceira em caso de sintomas noturnos, reduzir o peso quando necessário e identificar alimentos
Nem sempre. A indicação de um novo exame depende da resposta ao tratamento, dos sintomas, dos sinais de alerta e dos achados da endoscopia inicial.
Dificuldade ou dor progressiva para engolir, sangramento, anemia sem explicação, perda de peso involuntária, vômitos persistentes ou sintomas que não melhoram com o tratamento precisam ser investigados.

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