Clínica Hepatogastro

A palavra câncer, tumor ou neoplasia refere-se a um conjunto de células com proliferação incontrolada. Este crescimento anormal é geralmente irreversível e gerado por múltiplos estímulos. O câncer do aparelho digestivo representa uma grande fração de todos os tumores humanos.

A imagem mostra a ilustração do sistema digestivo.

Quer saber sobre este assunto? Então, continue acompanhando o post de hoje!

Fatores que contribuem para o aparecimento do câncer

O câncer pode ocorrer em qualquer órgão do aparelho digestivo, e é, na imensa maioria das vezes, de tratamento cirúrgico, que consiste na retirada de uma porção ou de todo o órgão envolvido, seguido da reconstrução ou substituição do órgão retirado para restabelecer a função perdida. 

Alguns tipos de câncer podem necessitar de tratamentos complementares, como quimioterapia ou radioterapia.

Na maioria das vezes se desconhece a causa da maior parte dos tumores do aparelho digestivo. O nosso organismo é constituído por células e, no núcleo das células, existem os cromossomos que contêm os genes. A informação genética está inscrita nos genes. São os genes que fornecem as instruções para o funcionamento das células.

Uma célula normal pode sofrer alterações nos seus genes. Chamamos a isso mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções anormais para as suas atividades. 

As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados oncogenes, responsáveis pela malignização (ou cancerização) destas células. Essas células diferentes são as células cancerosas que irão crescer e gerar o tumor.

As células cancerosas multiplicam-se de maneira descontrolada, mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta e podem invadi-lo. 

Além de invadirem os tecidos celulares à sua volta, as células cancerosas adquirem a capacidade de se desprender do tumor e de migrar através dos vasos sanguíneos e dos vasos linfáticos, indo implantar-se em órgãos distantes, dando origem às metástases

O crescimento celular desordenado, a capacidade de invadir tecidos vizinhos e de enviar metástases para locais distantes (como fígado, pulmão e ossos) são as características que distinguem um tumor maligno de um tumor benigno.

Os fatores conhecidos que estão envolvidos no aparecimento dos tumores do Aparelho Digestivo são:

  • Idade;
  • Hereditariedade;
  • Exposição a fatores cancerígenos do ambiente, vírus, bactérias, produtos químicos, cigarro, álcool e alimentação inadequada.

Tipos de tumores do aparelho digestivo

Uma ampla variedade de tumores pode se desenvolver ao longo do aparelho digestivo, do esôfago ao reto incluindo também outros órgãos que auxiliam na digestão como o pâncreas e o fígado. Alguns desses tumores são malignos e outros benignos. 

Enfatizamos sempre a importância do diagnóstico precoce. Focamos em o que existe de mais moderno na área com ênfase em atendimento multidisciplinar, que envolve vários profissionais especializados para que você possa ter o melhor tratamento.

O conteúdo foi esclarecedor? Tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário para que possamos te ajudar. E até o próximo post!

A cirrose hepática é uma doença que atinge o fígado comprometendo o seu funcionamento normal. Isso acontece por causa de lesões que o órgão sofre. Com o tempo se formam cicatrizes e esse tecido não trabalha como os tecidos saudáveis, então, o fígado aos poucos deixa de funcionar.

A imagem mostra uma médica segurando um fígado de papel e uma lupa em cima.

Você sabia que não é apenas o consumo de bebidas alcoólicas que pode levar ao desenvolvimento de cirrose hepática? É verdade que essa é uma causa importante desse problema, mas existem ainda outros que comprometem o funcionamento do fígado.

Preparamos este artigo para que você saiba quais são as principais causas da cirrose hepática e também conheça os fatores de risco para desenvolvimento dessa doença. Assim pode adotar medidas preventivas ainda mais eficaz. Acompanhe!

Sobre a cirrose

A cirrose hepática é uma doença que provoca alteração irreversível no fígado. Suas causas são múltiplas e os fatores agressores fazem com que o fígado inicie um processo de cicatrização. Aos poucos, isso leva a um quadro de fibrose.

Essa condição acontece porque quando o fígado tenta cicatrizar de forma contínua ele acaba se lesionando cada vez mais. Ocorre o bloqueio do fluxo sanguíneo e também da bile, com o tempo, se forma uma quantidade muito grande de cicatrizes.

Esses tecidos cicatriciais são diferentes daqueles saudáveis do fígado, por isso, o órgão tende a endurecer, seu tamanho e suas formas são alterados e o funcionamento também passa a ser inadequado, desencadeando os sintomas característicos da cirrose.

O maior problema é que a cirrose hepática apresenta uma evolução lenta, assim, quando ainda está no começo, a pessoa não sente os prejuízos no funcionamento do fígado. Quando isso começa a acontecer o prognóstico é preocupante porque existe um grande impacto econômico para o tratamento e os custos humanos também são altos.

Só nos Estados Unidos, todos os anos, 26 mil pessoas morrem em decorrência da cirrose hepática. São perdidos 228.145 anos em potencial de vida, por isso, esse problema requer atenção e prevenção.

As principais causas de cirrose hepática

A hepatite do tipo C ainda é a principal causa de cirrose hepática, tanto no Brasil quanto no mundo, mas ela não é o único problema que leva a essa complicação. Cerca de 10% dos pacientes diagnosticados com cirrose não apresentam uma causa específica. Esse quadro é chamado de cirrose criptogênica.

Entretanto, existem outras causas que também são conhecidas, como:

  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • hepatites do tipo B e D;
  • maus hábitos alimentares;
  • elevação do colesterol;
  • acúmulo de gordura no fígado;
  • obesidade;
  • diabetes;
  • alguns medicamentos ou drogas;
  • doenças dos vasos sanguíneos.

A cirrose também pode ser provocada por doenças que afetam o sistema imunológico, o metabolismo e algumas de origem genética. São elas:

  • Polineuropatia Amiloidotica Familiar;
  • Hepatite Autoimune;
  • Doença de Wilson;
  • Hemocromatose;
  • Deficiencia de Alfa-1-antitripsina.

Existem casos, ainda, em que o problema se inicia no próprio fígado. Algumas doenças hepáticas levam à formação de cistos ou atacam os ductos biliares, favorecendo a cirrose. São condições como:

  • doença policística;
  • atresia biliar;
  • Caroli;
  • Alagille;
  • cirrose biliar primária ou secundária;
  • colangite esclerosante.

Fatores de risco da cirrose

Não podemos esquecer que existem algumas condições que favorecem a manifestação da cirrose hepática, são os chamados fatores de risco. Entre eles estão o sexo e a faixa etária. Mulheres, por exemplo, têm uma suscetibilidade maior para desenvolver a hepatite autoimune durante a juventude ou na meia idade. Após os 40 anos, estão mais propensas a ter cirrose biliar primária.

O histórico familiar é outro fator de risco para o problema. Isso por causa das doenças de origem genética, conforme explicamos. Assim, a prevalência delas nas mesmas famílias pode favorecer os quadros de cirrose nesses indivíduos.

Como dito, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas favorece a cirrose. Existe um fator de risco quando são ingeridos mais de 50 g da substância por dia durante 10 anos ou mais. Um copo de cerveja, por exemplo, ou uma taça de vinho, contém 10 g de álcool.

Outros fatores de risco para a cirrose hepática são:

  • ser um profissional da saúde;
  • usar drogas injetáveis;
  • receber transfusões de sangue;
  • ter tatuagens antigas;
  • manter vários parceiros sexuais.

Medidas preventivas contra cirrose hepática

Você viu que a cirrose hepática se manifesta de forma silenciosa e evolui ao longo do tempo. Portanto, a principal medida preventiva é estar atento aos próprios hábitos e também à exposição aos fatores de risco.

Além de adotar hábitos mais saudáveis, caso você esteja no grupo de risco, é essencial procurar um médico para passar por uma avaliação. Ele vai conhecer todo o seu histórico clínico e familiar, analisar os seus hábitos e indicar as melhores medidas ou tratamentos para doenças do fígado, e do organismo de um modo geral, que favoreçam a cirrose.

Também poderá solicitar exames para realizar uma avaliação ainda mais personalizada. Com isso, pode traçar um plano de ação preventivo para reduzir os fatores de risco e eliminar ou controlar problemas.

Lembrando que se a cirrose hepática for diagnosticada é essencial manter o acompanhamento com a equipe médica. Embora não seja possível reverter os danos ao fígado, eles podem ser estacionados ou conseguimos minimizar a velocidade com que a doença avança, buscando as melhores opções de tratamento em cada caso para garantir saúde e qualidade de vida.

O teste de intolerância à lactose é feito por meio de técnicas que examinam amostras de sangue, fezes e até mesmo a medição do hidrogênio no ar expirado. Também pode ser feito o teste clínico, com a exclusão do leite e seus derivados para verificar a extinção dos sintomas.

A imagem mostra uma mulher segurando um copo de leite.

A intolerância à lactose acontece quando o organismo produz pouca ou nenhuma lactase, a enzima que é responsável por quebrar as moléculas do açúcar do leite para que ele possa ser absorvido da forma adequada pelo organismo.

Quando isso não acontece, essas moléculas chegam inteiras ao intestino e são fermentadas pelas bactérias. Esse processo gera sintomas gastrointestinais incômodos e, muitas vezes, constrangedores para o paciente, como cólicas, diarreia e gases.

Existem exames que são realizados para diagnosticar a intolerância à lactose, e neste post vamos explicar para você de que maneira essa investigação é feita. Continue lendo para conferir:

Para que serve o teste de intolerância à lactose

Como explicamos na introdução, o organismo das pessoas com intolerância à lactose apresenta uma deficiência de lactase e não consegue digerir adequadamente esse açúcar presente no leite. Isso desencadeia sintomas e, com o passar do tempo, traz prejuízos para a saúde.

O objetivo dos testes de intolerância à lactose é entender de que maneira o organismo da pessoa reage ao contato com esse açúcar. Para isso, são feitas medições da glicemia do paciente, uma análise da acidez das fezes ou da concentração de hidrogênio na respiração.

Dessa forma, o gastroenterologista pode avaliar se o paciente de fato é intolerante à lactose e também definir o seu grau de intolerância. Afinal, algumas pessoas produzem pouca lactase e outras não produzem essa enzima. Esse diagnóstico ajuda a nortear da melhor forma o tratamento.

Tipos de exame para intolerância à lactose

O teste de intolerância à lactose pode ser feito apenas de forma clínica. Nesse caso, serão observados os sintomas após o paciente ingerir o leite ou alimentos derivados dele, como queijos e iogurte.

Depois, esses alimentos são excluídos do cardápio. Se o paciente não apresentar mais sintomas durante três semanas, significa que ele de fato tem a intolerância. Entretanto, essa investigação pode ser complementada por outros exames.

A seguir você confere três técnicas que podem fazer o diagnóstico da intolerância à lactose.

Exame de sangue

O teste sanguíneo consiste em fazer a coleta de amostras de sangue do paciente para avaliar a concentração de glicemia. A primeira amostra é colhida com ele ainda em jejum, depois, faz a ingestão da lactose e são colhidas mais três amostras com alguns minutos de diferença, por exemplo, 30, 60 e 120.

Quando ocorre uma alta da glicemia, ou seja, da concentração de açúcar no sangue, significa que o organismo absorveu a lactose adequadamente. Se não houver essa alta, significa que a lactose não foi digerida e seguiu para o intestino.

Exame de fezes

É coletada uma amostra das fezes do paciente e enviada ao laboratório para fazer a medição da sua acidez. Nesse caso, a pessoa precisa ter ingerido produtos com lactose para verificar o modo como seu organismo reage à presença desse nutriente.

Teste respiratório

Nessa técnica é feita a medição do hidrogênio concentrado no ar expirado pelo paciente. Ele também precisa ingerir uma certa quantidade de lactose antes do teste e, depois, é feita essa análise do ar expirado.

A importância de diagnosticar a intolerância à lactose

Conforme explicamos, a intolerância à lactose desencadeia diversos sintomas incômodos para o paciente. Isso pode prejudicar suas atividades rotineiras, além de reduzir a qualidade de vida e o bem-estar.

No entanto, existem também implicações de saúde, afinal, esse tipo de intolerância altera o funcionamento do intestino, podendo prejudicar a absorção de outros nutrientes e levar a quadros de desidratação.

Nas crianças, atrapalha o seu desenvolvimento físico e cognitivo, podendo provocar quadros de desnutrição. E ainda, é preciso considerar que o leite e seus derivados são uma importante fonte de cálcio, logo, é preciso buscar alternativas para suprir essas necessidades do organismo.

Assim, o diagnóstico de intolerância à lactose ajuda a manter o equilíbrio da saúde adotando uma dieta balanceada conforme as necessidades do organismo da pessoa. Também evita as complicações que essa condição traz, além dos desconfortos e o impacto para a qualidade de vida.

Ascite é uma condição médica caracterizada pela presença de água dentro da cavidade abdominal ou dentro da barriga, o que não é comum.

Sintomas de ascite

O acúmulo progressivo de água pode levar a:

  • desconforto;
  • dor;
  • dificuldade de digestão;
  • aumento da barriga.

Causas de ascite

​Existem várias causas de ascite, entre elas, a mais comum é a cirrose no fígado. O paciente com cirrose não consegue filtrar normalmente as proteínas em nosso organismo, e por causa disso ele pode acumular líquido na barriga ou no tórax, o que é conhecido como hidrotórax.

Outras causas podem incluir:

  • doença no coração (insuficiência cardíaca);
  • doença no pâncreas;
  • problemas nos rins;
  • câncer (ascite oncológica).

Existem outras causas além das citadas acima, mas são muito raras.

Portanto, se você notar líquido na barriga ou se o exame constar água na barriga, procure um médico para entender a causa disso.

O principal tratamento para a hérnia inguinal é a cirurgia, chamada de herniorrafia. Existem diferentes técnicas para fazer a correção desse problema, mas a cirurgia laparoscópica é a mais comumente aplicada, por ser menos invasiva e muito eficiente.

A imagem mostra uma ilustração da hérnia inguinal.

As hérnias mais comuns são aquelas que se desenvolvem na região da virilha, chamadas de hérnias inguinais. Se formam em função de defeitos na parede abdominal, por isso, não podem ser tratadas por meio de medicamentos. A técnica adotada nesses casos é cirúrgica, chamada de herniorrafia.

O tratamento expectante pode ser adotado como opção à herniorrafia. Nesse caso, a intervenção é feita somente depois que sintomas ou complicações se manifestam. No entanto, proceder dessa forma oferece o risco de encarceramento da hérnia ou mesmo de estrangulamento.

Embora esses riscos sejam pequenos, muitos pacientes submetidos apenas à observação precisarão da herniorrafia no futuro. Portanto, esse é um tratamento importante para garantir a saúde e a qualidade de vida do paciente. Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre ele. Continue lendo para conferir!

O que acontece no pré-operatório da herniorrafia?

Como toda cirurgia, existe uma preparação antes da realização da herniorrafia. O paciente será submetido a alguns exames e, tanto ele quanto seus familiares, serão orientados sobre como se preparar na véspera.

É importante esclarecer todas as dúvidas com o especialista antes de assinar o consentimento e a documentação para internação. Compreenda com clareza qualquer possível risco envolvido, restrições alimentares, quais atividades podem ser praticadas e quando é possível retornar à rotina normal. Assim você pode se planejar melhor para cuidar da sua saúde.

Em relação aos exames, eles podem variar de acordo com o perfil de cada paciente, considerando, por exemplo, sua idade, o sexo, histórico médico pessoal, histórico familiar e o uso de medicamentos. Todos esses exames serão avaliados pela equipe cirúrgica e anestésica antes do procedimento.

A consulta com o anestesista e outros especialistas pode ser programada também, com o objetivo de fazer uma investigação completa da saúde do paciente, para que não ocorra qualquer intercorrência no momento da cirurgia.

Geralmente é solicitada a realização de um jejum de 8 horas. Para os pacientes que usam medicamentos contínuos, haverá uma orientação específica sobre como proceder. Para os pacientes fumantes, o ideal é se abster do cigarro por no mínimo um mês antes da cirurgia, para evitar complicações e favorecer a recuperação.

O que acontece no dia da cirurgia?

No dia da cirurgia o paciente passa por uma preparação que envolve a análise dos seus documentos, o uso de vestimenta apropriada e o esclarecimento de novas dúvidas que possivelmente tenham surgido.

Em seguida, ele é medicado com um sedativo leve para minimizar o estresse e a ansiedade, tem como com analgésico. Depois, é encaminhado para uma sala reservada e, posteriormente, para o centro cirúrgico.

O tipo de anestesia aplicada pode variar entre a local, a raquidiana e a geral. Isso vai depender do tipo de herniorrafia que será realizada e também das condições de saúde do próprio paciente. A cirurgia é rápida, geralmente durando menos de uma hora.

Quais técnicas de herniorrafia existem?

A herniorrafia é uma técnica que remonta de quase 150 anos. No começo, as cirurgias apresentavam falha em cerca de 10%, o que acontecia por causa da tensão muito grande dos pontos que corrigiam o defeito herniário. Nesse caso, trata-se das técnicas de Halsted, Marcy, McVay, Bassini, Kirschner e Condon.

Entretanto, a técnica de Shouldice, aplicada por cirurgiões canadenses que se dedicavam exclusivamente ao tratamento de hérnia, apresentava melhores resultados. Em seguida dessa técnica, os europeus foram responsáveis por popularizar outras que utilizavam telas para fazer as correções nos tecidos.

Essas telas são confeccionadas em diferentes materiais industrializados, sendo feitas à base de poliéster, polipropileno ou PTFE. Elas são posicionadas no local onde existe o defeito do tecido para fazer a correção sem gerar tensão de pontos.

Evoluindo um pouco mais nas técnicas, foi possível reduzir os índices de falha para cerca de 1%. Isso, por meio da aplicação das técnicas de Lichtenstein, Gilbert, Rutkow-Robbins e Trabucco.

Apesar da eficiência na utilização das telas, havia o receio de que pudesse haver uma rejeição ou infecções. No entanto, em ambos os casos esses riscos são muito baixos, sendo respectivamente 0,01% e 0,6%.

Também foram desenvolvidas as técnicas Nyhus, Stoppa, Rives que, apesar dos seus bons resultados, não se tornaram tão populares quanto as anteriores. Quando foi desenvolvida a cirurgia laparoscópica, o cenário passou por uma grande mudança.

Hoje, a herniorrafia laparoscópica apresenta excelentes resultados e grande sucesso na correção do defeito herniário. Tem uma grande eficiência, assim como as técnicas que utilizam tela, sendo amplamente aplicada.

Quais são as vantagens na herniorrafia inguinal laparoscópica?

As técnicas laparoscópicas têm sido muito aplicadas atualmente em diferentes cirurgias porque dispensam a realização de grandes cortes. No caso da herniorrafia, esse também é um fator importante para optar por esse procedimento.

Existe o benefício estético de não deixar grandes cicatrizes, mas, principalmente, a recuperação do paciente acontece mais rápido por causa da menor invasividade em função de os cortes serem menores. O paciente tem um pós-operatório mais confortável, com menos dor, pode caminhar e retorna à alimentação normal em menos tempo, assim como à sua rotina.

Como a herniorrafia laparoscópica é feita?

De um modo geral, são necessários apenas três pequenos cortes com menos de 1 cm cada para realização da herniorrafia inguinal laparoscópica. Eles são realizados mais comumente ao redor do umbigo ou na parte inferior da barriga.

Por meio desses pequenos cortes, o cirurgião insere os instrumentos que serão utilizados durante a cirurgia. Também é injetado um gás especial na cavidade para criar espaço para os instrumentos. Além deles, é inserida uma micro câmera e um feixe de luz, a fim de transmitir as imagens do organismo para um monitor.

Todas as intervenções são realizadas pela observação por meio desse monitor. O defeito herniário é encontrado, removido e feita a correção dele para que a hérnia não se manifeste outra vez.

Depois de analisar se as intervenções foram um sucesso, o gás é removido juntamente com os instrumentos, e os pequenos cortes são fechados, seguido da limpeza da pele e a realização dos curativos. Então, o paciente é encaminhado à sala de recuperação.

O que esperar do pós-operatório da herniorrafia?

Depois de passado o efeito da anestesia, o paciente é encaminhado para o quarto. Poderá se sentar e também receberá uma dieta leve. A alta acontece em cerca de 24 horas ou até mesmo menos, o que varia dependendo de cada paciente.

Os banhos podem ser tomados livremente, mas é importante não levantar peso por algumas semanas. Logo que o paciente não sinta mais desconforto, ele poderá retomar as suas atividades cotidianas gradativamente.

Durante a primeira semana, poderão ser receitados medicamentos para evitar a dor e desconfortos. Geralmente, a maioria dos pacientes consegue voltar ao trabalho e também dirigir em cerca de uma semana após a cirurgia.

Os riscos envolvidos com a cirurgia de hérnia são muito pequenos, com complicações entre 3 e 5% dos casos. Quando aplicada a técnica adequada, são alcançados excelentes resultados, sem reincidência da hérnia. Mantendo um bom cuidado pós-operatório, o procedimento será um sucesso.

Cirrose é uma condição crônica de alguns problemas de saúde que podem levar a uma doença irreversível do fígado.

Causas de cirrose

A cirrose geralmente é causada por uma série de fatores que vão machucando o seu fígado lentamente com o passar dos anos ou décadas. Isso se torna uma condição irreversível, ou seja, não volta mais à condição normal.

Hepatite B e C

No mundo inteiro, as causas de cirrose variam de país para país. Tradicionalmente falando, as causas mais comuns no mundo eram as hepatites virais B e C.

Esteato-hepatite não alcoólica

Porém, isso vem mudando recentemente, principalmente na Europa e na América do Norte, por uma doença que é conhecida como esteato-hepatite não alcoólica, também conhecida como esteatose ou gordura no fígado.

As pessoas estão vivendo mais, ficando mais obesas e machucando lentamente o fígado até desenvolver a cirrose.

Hoje já existem medicamentos antivirais para as hepatites virais e a incidência dessas doenças vem diminuindo no mundo inteiro. Por conta disso, a esteato-hepatite não alcoólica causada por gordura no fígado vem se tornando a causa mais frequente de cirrose.

Excesso de álcool

Em terceiro lugar estão as doenças causadas pelo álcool. Popularmente acham que essa é a maior causa de cirrose, mas na verdade, apenas 1 em cada 10 pacientes tem cirrose por conta do excesso de álcool.

Excesso de álcool

Depois disso vem uma série de doenças, algumas de nascimento e outras mais raras que acabam machucando os canais da bile ou outros componentes do fígado.

Procure um médico especialista!

O médico especializado é capaz de conversar com o paciente, examiná-lo e pedir alguns exames específicos para entender se realmente há cirrose e o que causou isso porque se a cirrose ainda não se manifestou, esse quadro pode ser revertido.

Lembre-se que a maioria dos pacientes com cirrose não tem sintomas e às vezes demora algum tempo pra começar a ter problemas com essa doença.

A esteatose hepática é o quadro clínico que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no fígado. Isso pode acontecer em função do excesso de peso corporal ou por causa de algumas doenças hepáticas que favorecem a formação desse tipo de tecido no órgão.

A imagem mostra uma ilustração digital do esqueleto do corpo humano com o fígado em destaque na cor vermelha.

É bastante comum as pessoas se preocuparem quando começam a perceber acúmulos de gordura em regiões visíveis, como a barriga ou os quadris. Mas você sabia que a gordura também pode se acumular em órgãos internos, como o fígado? Quando isso acontece, ocorre o quadro de esteatose hepática.

Esse é um problema bastante comum, uma vez que está relacionado também com excesso de peso corporal. É importante dar atenção a ele porque pode favorecer a manifestação de outros problemas, como a hepatite, a cirrose e o câncer de fígado.

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você confira 5 verdades sobre a esteatose hepática que não podem ser ignoradas. Acompanhe!

1. A esteatose hepática é a doença do fígado mais comum

A ocorrência de esteatose hepática é bastante comum. Inclusive, esse é o problema do fígado que mais cresce em todo o mundo. Entretanto, a maioria das pessoas com esse quadro clínico não tem outras doenças do fígado.

A alta ocorrência da esteatose hepática se dá porque ela está intimamente ligada ao excesso de peso corporal e à obesidade. Como em todo o mundo a ocorrência dessas duas condições vem aumentando nas últimas três décadas, a presença de gordura no fígado também vem crescendo.

A estimativa é de que cerca de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo tenham esteatose hepática. Só no Brasil, metade da população apresenta sobrepeso, e as previsões são de um crescimento ainda maior de quadros como esse, o que exige atenção para a saúde do fígado.

2. A gordura não se desenvolve naturalmente no fígado

A presença de gordura no fígado não é um estado normal ou natural do organismo do ser humano. Pessoas não nascem com gordura no fígado, na verdade, ela se instala no órgão por causa do excesso de peso ou em função de alguma doença específica.

Isso acontece porque o fígado é responsável por fazer o balanço da energia em nosso organismo. Assim, é ele que indica o que vai acontecer com o excesso de alimento e, geralmente, esse excesso é transformado em gordura.

O fígado também tem a função de determinar para onde essa gordura irá no primeiro momento. O problema é que grande parte dela fica estocada justamente no próprio órgão. Quando mais de 5% do fígado já estão ocupados pela gordura, temos um quadro de esteatose hepática.

3. A gravidade da esteatose varia de pessoa para pessoa

No primeiro momento, quando a esteatose hepática ainda está começando, ela se apresenta como um problema sem grande gravidade que, inclusive, não provoca sintomas nem alteração no funcionamento do fígado. No entanto, conforme evolui, pode favorecer o desenvolvimento de hepatite, cirrose e até mesmo câncer de fígado.

Essas complicações acontecem por causa do efeito negativo que a gordura causa de forma prolongada e contínua. Mesmo o fígado tendo a propriedade de se regenerar, quando as agressões acontecem por muito tempo, se inicia um processo inflamatório (hepatite gordurosa). Por consequência, se formam cicatrizes que vão causar a fibrose do fígado. Esse processo pode ser intensificado devido a algumas condições de saúde.

Quando o fígado tem cicatrizes demais, ele apresenta uma característica cirrótica, ou seja, começa a desenvolver um quadro de cirrose. Esse problema, por sua vez, aumenta a chance de desenvolvimento de câncer de fígado em cerca de 10 vezes, além de levar à falência do órgão.

Na maioria dos casos, a esteatose hepática não provoca grandes prejuízos para o fígado. Mesmo assim, não se sabe qual indivíduo poderá desenvolver uma forma mais grave e complicações. Portanto, é um problema que, para todas as pessoas, precisa ser monitorado e tratado, afinal, os quadros graves trazem risco de vida.

4. Os exames não indicam a gravidade da esteatose

Embora a ultrassonografia seja um exame eficiente para diagnosticar a esteatose hepática, ela não consegue indicar qual é a gravidade desse problema. Isso dificulta monitorar a melhora ou piora dos quadros.

Por meio de outros procedimentos, como a ressonância magnética e o Fibroscan, poderia ser possível quantificar a gordura no fígado, mas os especialistas ainda não chegaram a um consenso em relação a real eficiência desses métodos.

O exame que de fato pode apontar a quantidade de gordura presente no fígado é a biópsia hepática. Porém, essa é uma técnica invasiva que não pode ser realizada como procedimento de rotina em todas as pessoas. Ela será recomendada apenas quando realmente for muito importante.

5. A esteatose hepática precisa de acompanhamento médico

Ainda não existe um medicamento que combata a gordura no fígado, mesmo assim, é muito importante fazer o acompanhamento com o médico e realizar o tratamento. Afinal, ainda que não exista uma substância que proteja o fígado ou trate essa condição, existem medidas que ajudam a evitar a progressão dela.

Uma vez que a esteatose hepática está relacionada com o peso corporal, mantê-lo dentro de um limite saudável ajuda a garantir a saúde do fígado. Além disso, outras condições devem ser investigadas e tratadas para que não favoreçam o acúmulo de gordura.

A ajuda de uma equipe multidisciplinar faz toda a diferença para controlar a esteatose hepática. O paciente recebe suporte de médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos, para proceder um tratamento holístico que vai buscar a origem desse acúmulo de gordura, combatendo a raiz do problema e garantindo um fígado mais saudável.

A hérnia é uma causa bastante comum de dor e desconforto na região inguinal, popularmente conhecida como virilha, sendo talvez a mais frequente.

Porém, dependendo do sexo e da idade do paciente, existem outros problemas que podem causar dor e desconforto nessa região.

A melhor maneira de saber se esses sintomas são de uma hérnia é através de uma consulta médica simples, ou seja, conversar com um médico especialista e fazer o exame físico. Se ainda houver dúvida, o médico pode lançar mão de uma ultrassonografia para determinar o que o paciente tem.

A colelitíase, ou pedra na vesícula, é um problema que na maioria das vezes não provoca sintomas. Entretanto, quando eles se manifestam, ocorre principalmente a dor abdominal, que é intensa e aparece rápido, podendo durar de 30 minutos a poucas horas.

A imagem mostra uma mulher branca de cabelos castanhos com as mãos no local da vesícula.

Na maioria das vezes, pessoas que desenvolvem pedras na vesícula não apresentam sintomas. Cerca de 80 a 85% dos pacientes convivem com o problema sem manifestar qualquer tipo de desconforto, por isso, é comum que essas pedras acabem sendo diagnosticadas acidentalmente.

Mesmo assim, a colelitíase desencadeia sintomas que ajudam a identificar esse problema. Isso, porque ela prejudica o processo de digestão dos alimentos, causando, por exemplo, a dor abdominal, que é o seu sintoma mais comum.

Nesse artigo falaremos dos principais sintomas de pedras na vesícula para que você possa monitorar a sua saúde e buscar ajuda de um médico quando necessário. Continue lendo para conferir.

1. Dor abdominal

Como explicamos na introdução, a dor abdominal é o principal sintoma em casos de pedra na vesícula. Essa é uma dor intensa que aparece de repente e que pode irradiar também para as costas, mais precisamente do lado direito e logo abaixo das costelas.

É chamada de cólica biliar e caracteriza uma crise de pedra na vesícula. Sua duração varia entre 30 a 120 minutos, e geralmente surge após as refeições. Isso acontece em especial quando o paciente ingere alimentos muito gordurosos.

Esse fato se dá porque, quando ingerimos gorduras, é necessário um trabalho mais intenso da vesícula para liberação da bile. Assim, as pedras atrapalham o funcionamento desse pequeno órgão, que vai forçar a eliminação da bile e encontrar a resistência dos cálculos, provocando, então, a dor,

É muito importante monitorar a ocorrência dessas manifestações dolorosas. Isso, porque quando elas tem uma duração mais extensa pode estar acontecendo uma complicação decorrente da colelitíase. Pode ser, por exemplo, uma inflamação.

Os processos inflamatórios acontecem quando uma pedra não consegue sair pelo canal da bile (ducto cístico). Esse fato pode provocar, também, a obstrução de ducto, desencadeando os sintomas ainda mais intensos.

2. Náuseas e vômitos

As crises de cólica biliar podem vir seguidas de náuseas e vômitos. Essas reações acontecem porque as pedras na vesícula provocam desequilíbrios no processo de digestão, causando os desconfortos abdominais e a sensação de indigestão.

Além disso, a obstrução do ducto biliar, que impede a liberação da bile, pode ocasionar os eventos de náuseas e vômitos. Isso vai acontecer, também, por causa da dificuldade na digestão dos alimentos.

3. Sensação de estufamento

Como explicamos, as pedras na vesícula dificultam a liberação da bile levando a atrasos na digestão dos alimentos. Com isso, o indivíduo também pode se sentir estufado, com uma saciedade prolongada e com a impressão de acúmulo de gases.

4. Azia

A azia, popularmente conhecida como queimação, é um sintoma que ocorre em muitos problemas do trato digestivo, inclusive quando existe a presença de pedras na vesícula. É mais uma manifestação decorrente dos desequilíbrios do processo de digestão, que causam lentidão nessa função orgânica.

5. Falta de apetite

Por causa de todos esses desconfortos, as pedras na vesícula podem interferir no apetite do indivíduo. A recusa pelos alimentos é natural em problemas digestivos, uma vez que existe não só o cansaço do sistema de digestão, como também os impactos psicológicos provocados pelos sintomas. Afinal, o indivíduo sabe que, ao se alimentar, poderá ter os desconfortos mais uma vez.

Em quadros mais graves de pedra na vesícula, podemos perceber a ocorrência de febre. Ela sinaliza o processo inflamatório, que geralmente se manifesta em função da colecistite aguda, quando a obstrução do canal persiste por mais de 6 ou 8 horas. Logo, ao perceber os primeiros sintomas de desconforto, é muito importante procurar um médico para que o quadro não evolui dessa forma.

O refluxo gastroesofagiano é uma queixa muito comum que dá bastante azia e queimação onde há o retorno do conteúdo do aparelho digestivo para a boca, muitas vezes associado à hérnia de hiato.

O que é uma hérnia de hiato?

Para entendermos o que é hérnia de hiato, precisamos entender onde ela surge no corpo humano. Nós temos um orifício natural no músculo do diafragma, que é por onde passa o esôfago, e esse orifício é chamado de hiato do diafragma.

Quando as pessoas têm esse buraco um pouco maior ou dilatado, o esôfago pode acabar invadindo essa cavidade e assim surgindo a hérnia de hiato.

Hérnia de hiato x refluxo gastroesofágico

A hérnia de hiato costuma piorar os sintomas de quem tem azia e queimação nas pessoas que tem a doença do refluxo gastroesofagiano.

Indicação de cirurgia para refluxo gastroesofágico

O procedimento cirúrgico pode ser indicado nas pessoas com:

  • diagnóstico de refluxo;
  • muito sintoma;
  • medicamento sem efeito;
  • dependente de medicamento;
  • refluxo muito grave.

Como a cirurgia é feita?

Caso você também tenha uma hérnia de hiato, ela poderá ser corrigida na mesma cirurgia. O tratamento é feito através de alguns pontos no orifício do diafragma e a cirurgia também evita que o ácido retorne para a boca.

Resultado da cirurgia de refluxo e hérnia

Geralmente, a cirurgia tem um excelente resultado e as pessoas ficam muito satisfeitas. Se a cirurgia for feita de maneira adequada nas pessoas que realmente precisam, o paciente terá um ótimo resultado.

Converse com o seu médico e veja se esse é o melhor tratamento no seu caso específico.

Clínica Hepatogastro
Redes Sociais
Av. Presidente Juscelino
Kubitschek, 1545 conj. 31
Itaim – São Paulo/SP
(11) 3437-3228
Rua José Janarelli, 199
conj 105 – Morumbi-SP
(11) 3721-1300
Atenção: O site  www.hepatogastro.com.br  é um espaço que visa melhorar o acesso dos pacientes a informações importantes sobre saúde. Não deve ser utilizado como um substituto de uma avaliação completa, durante consulta médica.

Clínica Hepatogastro© 2021 Direitos Reservados – Desenvolvido em WordPress por SuryaMKT

Última atualização: 04/08/2021 às 15:19
Top