O que é Hepatologia pediátrica?

Hepatologia é uma área de atuação da Gastroenterologia. É responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças que comprometem o fígado. Essas doenças podem ter origem genética, infecciosa, autoimune, neoplásica, por medicamentos/drogas, etc.

Atualmente, graças a tecnologia, dispõe-se de serviços e de textos de qualidade voltados para o treinamento tanto do pediatra geral quanto do especialista, o que tem contribuído de forma efetiva para a melhoria da atenção à criança e ao adolescente com problemas hepáticos.

Em crianças, as principais afecções hepáticas são:

Icterícia neonatal

A icterícia ou hiperbilirrubinemia nada mais é do que a coloração amarelada da pele, olhos e urina e que são causados pelo excesso de bilirrubina (um pigmento amarelo fabricado naturalmente pelo organismo). Quando as células vermelhas se rompem, em um processo fisiológico, ocorre a liberação dessa substância, que vai direto para o fígado. O fígado do bebê não dá conta da demanda e por isso acaba ficando em excesso no organismo e precisa de uma ajuda para conseguir eliminar toda a bilirrubina.

Doença de Wilson

A Doença de Wilson é uma doença genética rara, provocada pela incapacidade do corpo em metabolizar o cobre. Este problema faz com que haja um acúmulo de cobre no cérebro, rins, fígado e nos olhos, causando um quadro de intoxicação nos indivíduos.

Frutosemia

A doença é causada pela ausência de uma enzima no fígado responsável por digerir o açúcar das frutas (frutose). Quando uma pessoa ingere uma fruta, por exemplo, não é possível metabolizar a frutose, fazendo com que o açúcar não se converta em glicose. Por ser uma doença genética, ela se manifesta nos bebês, logo que a frutose é introduzida a sua alimentação, normalmente por volta do sexto mês.

Síndrome de Caroli

A síndrome de Caroli é uma enfermidade hereditária e rara que afeta o fígado. É uma doença caracterizada pela dilatação dos canais que transportam a bílis, gerando dor devido à inflamação desses mesmos canais. Pode produzir cálculos e infecção, além de poder estar associada à fibrose hepática congênita, que é uma forma mais grave da doença. Além de dilatar as vias biliares intra-hepáticas, a síndrome apresenta fibrose hepática congênita, condição que altera o funcionamento do fígado.

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