O que a Cirurgia geral engloba?

O ramo da Cirurgia geral é frequentemente considerado como uma área não-especializada e rasa da medicina. Poucas pessoas sabem que na verdade, a cirurgia geral é uma área muito complexa e especializada, que envolve diversos procedimentos diferentes, que muitas vezes são complexos por envolver situações de risco e órgãos vitais.

Situações de trauma como quedas, acidentes envolvendo veículos ou agressões físicas são de cuidado da Cirurgia geral, mas o ramo também se encarrega das operações e cirurgias gastrointestinais (estômago, baço, pâncreas, fígado, intestinos, vesícula e etc.) e da parede abdominal (hérnias), sejam estas urgências ou não.

A cirurgia geral se divide em tipos:

Cirurgia laparoscópica: A cirurgia por laparoscopia é realizada com pequenos furos no abdômen do paciente, o que diminui bastante o tempo e a dor da recuperação. É indicada para muitas cirurgias. Dependendo do objetivo da cirurgia, o médico irá realizar 3 a 6 furinhos na região, por onde entrará uma microcâmera com uma fonte de luz para observar o interior do organismo e os instrumentos necessários para cortar e remover o órgão ou alguma parte afetada, deixando cicatrizes muito pequenas com cerca de 1,5 cm.

Esse tipo de cirurgia tem tido um desenvolvimento rápido, desde as primeiras cirurgias ginecológicas e de apêndice datadas de 1974 na Alemanha, até os dias atuais quando uma infinidade de procedimentos são realizados rotineiramente em todo o mundo.

Cirurgia abdominal: subdividida em cirurgia abdominal alta e baixa, compreende os órgãos do diafragma até a pélvis. Essa especialidade realiza a retirada de cálculos na vesícula, do apêndice, corrige hérnias, retira tumores benignos ou malignos, por exemplo. Esse tipo de cirurgia pode ser realizada por laparoscopia ou do método tradicional, onde o abdômen do paciente é aberto. Geralmente a cirurgia tradicional é indicada quando existe extrema urgência.

Cirurgia do trauma: Esse tipo de cirurgia foca nos procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência, realizados em pacientes que sofreram algum trauma recente. Esse tipo de paciente diferencia-se dos outros devido à necessidade de procedimentos rápidos, intervenções agressivas e, muitas vezes, controle rigoroso de hemorragias. Além disso, o cirurgião do trauma deve saber lidar com pacientes em situação constante de risco de morte.

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